fbpx

Cuidado com a esteatose hepática, também conhecida como gordura no fígado

A gordura no fígado, que tem o nome técnico de esteatose hepática, refere-se ao acúmulo excessivo de gordura nas células do órgão. 

Pequenas quantidades de gordura no fígado são normais, mas quando esse acúmulo atinge níveis elevados, pode levar a problemas de saúde. 

Existem dois tipos principais de esteatose hepática:

  • Alcoólica – é o acúmulo de gordura no fígado devido ao consumo excessivo de álcool.

O álcool é metabolizado no fígado e o excesso pode levar ao acúmulo de gordura.

  • Não alcoólica – é o acúmulo de gordura no fígado não relacionado ao consumo excessivo de álcool. 

Essa condição está associada a fatores como obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.

 

A esteatose hepática é uma condição comum e pode variar de leve a grave. 

Em muitos casos, é uma condição benigna e reversível, especialmente quando é detectada precocemente e são implementadas mudanças no estilo de vida.

A esteatose hepática pode tornar-se grave e causar complicações quando evolui para esteato-hepatite não alcoólica, fibrose hepática ou cirrose hepática. 

Esses estágios avançados da doença tendem a aumentar o risco de complicações graves, como insuficiência hepática.

Muitas pessoas descobrem que têm gordura no fígado durante exames de rotina, ou ao procurar atendimento médico para outras questões de saúde. 

Nos estágios iniciais, os sintomas podem ser sutis ou ausentes. 

No entanto, em casos mais avançados, alguns sintomas podem se manifestar. Fique atento para: 

  • fadiga persistente ou sensação de cansaço excessivo; 
  • desconforto ou dor no lado direito superior do abdômen; 
  • em casos avançados pode ocorrer perda de peso não intencional; 
  • a esteatose hepática pode estar associada à fraqueza muscular; 
  • pode ocorrer inchaço abdominal, devido à retenção de líquidos; 
  • em casos avançados, pode haver icterícia, que é uma coloração amarelada da pele e dos olhos, devido a problemas no fígado; 
  • existe a possibilidade de apresentar problemas cognitivos; e 
  • em alguns casos, o fígado pode aumentar de tamanho, o que pode ser detectado durante um exame físico.

 

É importante ressaltar que esses sintomas podem ser causados por uma variedade de condições e não são específicos da esteatose hepática. 

Se você suspeitar de problemas no fígado ou estiver experimentando sintomas incomuns, é fundamental procurar orientação médica. 

O diagnóstico geralmente é feito por meio de exames de imagem, como ultrassonografia abdominal, e a confirmação se dá por biópsia hepática, em casos específicos.

Se você foi diagnosticado com gordura no fígado, é importante seguir as orientações do seu profissional de saúde, para gerenciar a condição e prevenir a progressão para estágios mais graves.

 

Fatores de risco para gordura no fígado

O acúmulo de gordura no fígado pode acontecer por uma série de fatores, que aumentam o risco de desenvolver essa condição. Entre eles estão: 

  • Pessoas com excesso de peso ou obesas, pois a gordura corporal em excesso, especialmente na região abdominal, está associada a um maior acúmulo de gordura no fígado.
  • Indivíduos com diabetes tipo 2 ou resistência à insulina, pois isso aumenta a liberação de ácidos graxos, contribuindo para o acúmulo de gordura no fígado.
  • Síndrome metabólica, que envolve uma combinação de obesidade abdominal, resistência à insulina, hipertensão e níveis elevados de triglicerídeos. 
  • Consumo excessivo de álcool. 
  • Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em adultos mais velhos.
  • Predisposição genética para acumular gordura no fígado. 
  • Perda rápida de peso, seja por meio de dietas extremamente restritivas ou cirurgia bariátrica.
  • Ganhar peso rapidamente, independentemente da quantidade inicial. 
  • Condições como hipotireoidismo, síndrome do ovário policístico (SOP) e doença de Cushing estão associadas a um maior risco de esteatose hepática.
  • Dietas ricas em gorduras saturadas, carboidratos refinados e açúcares podem contribuir para o desenvolvimento do problema. 

 

É importante notar que a esteatose hepática também pode ocorrer em pessoas sem esses fatores de risco conhecidos. 

 

Gordura no fígado tem cura? 

A gordura no fígado pode ser reversível, especialmente quando detectada em estágios iniciais. 

O tratamento geralmente se concentra em modificar os fatores de risco e promover um estilo de vida saudável, envolvendo: 

  • adotar uma dieta balanceada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras; 
  • reduzir a ingestão de gorduras saturadas, gorduras trans e açúcares adicionados; 
  • perda de peso, especialmente a redução da gordura abdominal. Mesmo moderada pode ter benefícios significativos; 
  • manter uma rotina de atividades físicas, como caminhadas, corridas, natação ou outras formas de exercícios aeróbicos. 

O exercício regular ajuda na perda de peso e melhora a sensibilidade à insulina; 

  • se houver diabetes, é crucial manter níveis adequados de glicose no sangue por meio de dieta, exercícios e, se necessário, medicação; 
  • manter a pressão arterial sob controle, por meio de hábitos saudáveis e, se necessário, medicação; 
  • se o problema estiver associado ao consumo excessivo de álcool, a redução ou cessação do consumo é essencial; 
  • realizar exames de acompanhamento, incluindo testes de função hepática e, se necessário, exames de imagem para monitorar a progressão da condição; 
  • tratar outras condições médicas subjacentes que possam contribuir para a esteatose hepática, como síndrome metabólica, hipotireoidismo, entre outras; 
  • em casos avançados, especialmente quando há inflamação hepática significativa, pode ser necessário um acompanhamento mais próximo e intervenções médicas adicionais; e
  • o tratamento deve ser personalizado, levando em consideração as condições específicas de cada indivíduo, diante da avaliação adequada de um profissional.

 

Previna a gordura no fígado 

A prevenção da gordura no fígado é multifatorial, e a combinação de várias estratégias é mais eficaz. Adotar hábitos de vida saudáveis é fundamental, por isso: 

  • mantenha um peso adequado; 
  • opte por uma dieta equilibrada; 
  • faça exercícios periodicamente; 
  • não consuma álcool em excesso; 
  • fique atento para quadros de diabetes, hipertensão e colesterol; 
  • evite dietas de emagrecimento extremamente restritivas ou perda de peso rápida; 
  • realize exames regulares, incluindo testes de função hepática; 
  • tome remédios apenas com o acompanhamento médico, pois alguns medicamentos podem contribuir para a gordura no fígado; 
  • reduza a ingestão de alimentos processados, fast food e os outras opções ricas em gorduras saturadas; e
  • mantenha-se hidratado para o equilíbrio da sua saúde geral, o que ajuda também na função do fígado.

 

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde; Novo Diagnóstico; O Globo; Tua Saúde; Jornal da USP; e Minha Vida.