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#DEZEMBROVERMELHO: 40 anos da AIDS no Brasil

DEZEMBROVERMELHO: 40 anos da AIDS no Brasil

O ano de 2022 será marcado pelos 40 anos da confirmação do primeiro caso de AIDS no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Os anos seguintes foram de verdadeiro terror, com um crescimento exponencial de vítimas que se contaminaram por meio de ato sexual sem proteção, uso de drogas com seringas compartilhadas e transfusões sanguíneas. Milhões de pessoas perderam a vida no mundo inteiro, enquanto a ciência trabalhava para tentar isolar o vírus e descobrir medicamentos que pudessem combatê-lo.

Em 1990, ano da morte de um dos maiores músicos brasileiros da época, Cazuza, infectado pelo vírus HIV, o Brasil registrou 6 mil casos da doença, que já se sabia não era exclusiva em homossexuais, mas poderia afetar qualquer pessoa que tivesse contato sanguíneo com alguém infectado. Somente dois anos depois chegaram ao país o chamado coquetel anti-AIDS, ou  antirretrovirais, uma combinação de medicamentos capazes de prolongar a vida das vítimas impedindo a multiplicação do HIV no organismo e, consequentemente, o enfraquecimento do sistema imunológico. O número de casos nesse ano, já passava de 15 mil no país, mas só em 1996 o coquetel começou a ser distribuído gratuitamente por um programa do Ministério da Saúde.

A história seguiu seu curso, os medicamentos evoluíram e os registros de novos casos diminuíram. Ainda segundo o Ministério da Saúde, em dezembro de 2019, data do último boletim divulgado, cerca de 900 mil pessoas viviam com AIDS no Brasil e as novas infecções estão controladas. Mas é preciso lembrar que o risco é iminente, principalmente entre as pessoas menos cuidadosas, que insistem em praticar sexo sem uso de preservativo e compartilhar seringas e agulhas. Mesmo porque, um percentual desses mais de 900 mil brasileiros não sabe que carregam o HIV no corpo. Vale lembrar que cerca de metade das pessoas infectadas são jovens com idade entre 25 e 39 anos, ou seja, com vida sexualmente ativa.

Apesar dos avanços nos tratamentos e queda dos novos registros da doença, não existe uma vacina que previna a contaminação, ou um medicamento que elimine completamente o vírus do corpo.  Por conta disso, o sexo seguro, há 40 anos, segue como a melhor prevenção contra a exposição ao HIV.

 

Fonte: Ministério da Saúde