No mundo todo, a doença de Parkinson atinge 1% da população maior de 65 anos

No mundo todo, a doença de Parkinson  atinge 1% da população maior de 65 anos

A doença de Parkinson é neurológica, crônica e progressiva, resultante da degeneração das células situadas em uma região do cérebro conhecida como substância negra.

Elas são responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que, entre outras funções, controla os movimentos.

A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida.

Pesquisas identificaram que determinadas mutações genéticas podem causar a doença de Parkinson, mas ela não é hereditária.

Estatísticas apontam que, na grande maioria dos pacientes, a doença de Parkinson surge a partir dos 55/60 anos e sua prevalência aumenta a partir dos 70/75 anos.

Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que, aproximadamente 1% da população mundial, maior de 65 anos, tem problema.
Somente no Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas sofram com a doença de Parkinson.

Doença de Parkinson

Os primeiros sintomas da doença Parkinson, geralmente, são leves, passando quase que despercebidos.

Muitas vezes, a lentidão dos movimentos e os tremores nas extremidades das mãos, nem chegam a ser percebidos pelo paciente.

No início dos sintomas, é comum que outras pessoas notem, primeiramente, que algo está errado com seu familiar ou amigo.

Outro sinal de que existe a doença de Parkinson é a diminuição do tamanho das letras, ao escrever.

A rigidez muscular pode ocorrer em qualquer parte do corpo, restringindo a amplitude dos movimentos, causando dor e prejudicando a postura e o equilíbrio.

A perda de movimentos que eram feitos de forma automática também é um sinal da doença de Parkinson.

Atos como piscar, ter expressões faciais e movimentar os braços enquanto caminha, se tornam menos comuns.

No tocante às alterações da fala, o paciente pode falar baixo, rapidamente ou hesitar antes de falar, e seu diálogo pode ser mais monótono que o habitual.

O diagnóstico da doença de Parkinson é feito com base no histórico do paciente, avaliação de sintomas e exames neurológicos e físicos. Em geral são solicitados: eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, análise do líquido espinhal, entre outros, para descartar outras condições que possam estar causando os sintomas.

Tratamento

O tratamento da doença de Parkinson deve ser individualizado, podendo mudar ao longo do tempo.

Ele vai depender da idade, perfil e estágio de cada paciente.

Pode ser medicamentoso, psicoterápico e até cirúrgico (estimulação cerebral profunda).

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma série de medicamentos para tratar a doença de Parkinson.

Em geral, essas drogas visam evitar a diminuição progressiva de dopamina, neurotransmissor responsável pela transmissão de sinais na cadeia de circuitos nervosos.

Ainda não existe a cura para a doença de Parkinson.

O objetivo do tratamento é controlar sua evolução garantindo qualidade de vida ao paciente.

Fontes: Biblioteca Virtual em Saúde/Ministério da Saúde; Portal Brasil/Ministério da Saúde; Viva Bem com Parkinson e Drauzio Varela/UOL.

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.