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A saúde da mulher requer cuidados específicos que devem começar cedo

A saúde da mulher enfrenta diversos desafios e existem doenças que afetam, predominantemente, ou exclusivamente, elas.

Entre as principais doenças que atingem a saúde da mulher estão:

  • câncer de mama, que ainda causa várias mortes entre elas. Exames regulares, como mamografias, são essenciais para a detecção precoce;
  • HPV (papilomavírus humano), associado ao câncer de colo de útero. O exame Papanicolau é crucial para a prevenção e detecção precoce;
  • endometriose, uma condição em que o tecido semelhante ao revestimento uterino cresce fora do útero, muitas vezes causando dor intensa durante o ciclo menstrual;
  • SOP – síndrome dos ovários policísticos, condição hormonal comum que pode causar irregularidades menstruais, acne, aumento de peso e, em alguns casos, dificuldade para engravidar;
  • DIP – doença inflamatória pélvica é uma infecção que afeta órgãos reprodutivos, como útero, trompas de falópio e ovários. Pode levar a complicações graves, incluindo infertilidade;
  • mulheres têm maior propensão à osteoporose, uma condição caracterizada pela perda de densidade óssea, aumentando o risco de fraturas;
  • taxa mais alta de depressão e ansiedade, em comparação aos homens. Fatores hormonais, genéticos e sociais podem contribuir;
  • desordens da tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, são mais comuns em mulheres e podem afetar o equilíbrio hormonal;
  • artrite reumatoide, uma doença autoimune que afeta as articulações;
  • doenças cardiovasculares, sendo que as mulheres podem apresentar sintomas diferentes dos homens e a prevenção é fundamental; e
  • incontinência urinária, onde um dos fatores de risco envolve a gravidez e o parto, que podem dificultar o controle da bexiga.

 

Ressaltando que a saúde da mulher é diversa, e cada uma pode enfrentar condições de saúde específicas, com base em fatores genéticos, estilo de vida e outros elementos individuais.

 

Saúde da mulher

O cuidado com a saúde é uma prática que deve começar desde a infância e seguir ao longo da vida.

No caso das mulheres, é importante ter cuidados específicos em diferentes estágios.

Na infância e adolescência com visitas regulares ao pediatra, ou médico de família, para monitorar o desenvolvimento físico e emocional.

E manter a educação sobre higiene pessoal e saúde reprodutiva, de forma apropriada à idade.

Na puberdade e adolescência com a introdução ao cuidado ginecológico, que pode ser considerado após o início da menstruação, ou se houver preocupações de saúde específicas.

Também é importante a educação sobre higiene íntima, prevenção de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e cuidados com a saúde mental.

Quando está na idade adulta jovem, a saúde da mulher pede o início regular de exames ginecológicos, como Papanicolau e exames de mama, de acordo com a orientação do médico.

Também é necessário o estabelecimento de hábitos saudáveis, incluindo dieta balanceada, exercícios regulares e práticas de prevenção, como vacinação contra o HPV.

No período reprodutivo é preciso investir nos cuidados antes de engravidar, incluindo consulta médica, suplementos de ácido fólico e otimização do estado de saúde geral, além dos exames pré-natais e cuidados durante a gravidez.

Na perimenopausa e menopausa, a partir dos 40 anos, as mulheres podem começar a discutir com seus médicos os sintomas comuns desses períodos e as opções para o manejo dos sintomas da menopausa.

Para uma melhor saúde da mulher, é indicado o rastreamento ósseo e cardiovascular.

Ao atingir a idade madura e idosa, é necessário o rastreamento contínuo para doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e câncer.

Também faz parte da prevenção, a avaliação regular da saúde mental e os cuidados específicos para a prevenção de quedas e manutenção da mobilidade.

Atenção aos fatores de risco

Existem diversos fatores de risco que podem impactar a saúde das mulheres, e eles variam em intensidade e efeito.

  • O hábito de fumar está associado a uma série de problemas de saúde, incluindo câncer de pulmão, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC) e complicações na gravidez.
  • O consumo abusivo de álcool pode contribuir para doenças hepáticas, cardiovasculares, distúrbios mentais e aumentar o risco de acidentes.
  • Uma dieta desequilibrada, rica em gorduras saturadas, açúcares e alimentos processados, está associada a doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e obesidade.
  • A falta de atividade física regular aumenta o risco de obesidade, diabetes, doenças cardíacas e osteoporose.
  • O estresse crônico pode contribuir para uma série de problemas de saúde mental e física, incluindo depressão, ansiedade, doenças cardíacas e comprometimento do sistema imunológico.
  • Algumas condições de saúde têm uma predisposição genética. Conhecer o histórico familiar pode ajudar na prevenção e no monitoramento de certas doenças.
  • O uso prolongado de contraceptivos hormonais e terapia de reposição hormonal pode estar associado a alguns riscos, como coágulos sanguíneos e certos tipos de câncer. Fale com o seu médico.
  • Práticas sexuais desprotegidas e múltiplos parceiros aumentam o risco de contrair ISTs, que podem ter complicações sérias.
  • A obesidade está associada a uma série de condições de saúde, incluindo diabetes tipo 2, doenças cardíacas, hipertensão e certos tipos de câncer.
  • Ter um histórico de condições como endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou câncer ginecológico pode aumentar o risco de complicações futuras.
  • O uso inadequado ou inconsistente de métodos contraceptivos pode resultar em gravidezes indesejadas e aumento do risco de complicações.
  • A falta de sono adequado está associada a problemas como obesidade, diabetes, doenças cardíacas e comprometimento cognitivo.
  • A exposição a produtos químicos tóxicos, como solventes industriais, pesticidas e poluentes, pode aumentar o risco de problemas de saúde.
  • As mudanças hormonais associadas à menopausa e o processo natural de envelhecimento podem aumentar o risco de certas condições de saúde.

Conhecendo os fatores de risco, é hora de adotar medidas preventivas para promover a saúde da mulher, para que se viva mais e melhor.

Prevenção para uma boa saúde da mulher

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A saúde da mulher é uma parte crucial do bem-estar geral, e há várias medidas que podem ser adotada para se ter qualidade de vida, como:

  • Manter a prática de exames de rotina como: mamografias – para detecção precoce do câncer de mama; Papanicolau – para prevenção do câncer de colo de útero; e exames gerais de sangue.
  • Planejamento familiar – onde é possível discutir opções de contracepção e saúde reprodutiva, bem como cuidar da saúde antes e durante a gestação.
  • Promoção da saúde mental – buscando apoio profissional em casos de depressão, ansiedade ou outros problemas. Além de investir no equilíbrio emocional como um todo.
  • Manter uma rotina de atividades físicas que possam contribuir para a saúde cardiovascular da mulher, a manutenção do peso corporal e a preservação óssea.
  • Ter uma dieta equilibrada, rica em frutas e vegetais, que são fonte de vitaminas e minerais. E também proteínas magras e grãos integrais, que proporcionam energia e saúde muscula.
  • O consumo de água é fundamental para a saúde da pele, digestão e funcionamento geral do corpo.
  • Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, com o uso de preservativos e rotina de exames de DSTs.
  • Controle do estresse com ioga, meditação ou hobbies relaxantes, além de evitar o excesso de trabalho e garantir tempo para o lazer.
  • Limitar os evitar o consumo de substâncias nocivas como tabaco e álcool.
  • Conhecer o seu corpo e fazer o autoexame – da mama para detecção precoce de caroços ou alterações; e da pele para observar sinais de câncer de pele.
  • Manter o calendário de vacinas sempre atualizado.
  • Fazer check-ups anuais om seu médico, além das consultas regulares com o dentista e oftalmologista.

Fontes – Ministério da Saúde; Biblioteca Virtual em Saúde; Hospital Israelita Albert Einstein; Veja Saúde; Tua Saúde; e Sabin.