Fortes dores pelo corpo, especialmente na musculatura, podem indicar fibromialgia

Fortes dores pelo corpo, especialmente na musculatura, podem indicar fibromialgia

A fibromialgia é definida como uma síndrome que tem como principal sinal a dor que causa por todo o corpo, especialmente na musculatura.

Estudos apontam que 95% das pessoas com fibromialgia tem o sono afetado, sendo que quando dormem o sono é superficial, sendo difícil mantê-lo profundo.

Outro sintoma comum da fibromialgia é a fadiga, o cansaço, o que geralmente impede a pessoa de ter disposição para as atividades físicas, tão importantes para o tratamento do problema.

Já a depressão é diagnosticada em 50% dos pacientes com fibromialgia.

Além disso, cerca de 60% dos pacientes com fibromialgia apresentam a síndrome do intestino irritável.

A grande maioria, entre 70% e 90%, das pessoas com fibromialgia são do sexo feminino. O problema também é mais comum em pessoas entre 30 e 55 anos.

Ter outras pessoas da família com fibromialgia também pode ser um fator de risco, já que é comum a doença atingir familiares, indicando que há uma predisposição genética.

Quem apresenta lúpus e artrite reumatoide corre maior risco de desenvolver fibromialgia.

Diagnóstico e Tratamento

Embora a causa da fibromialgia ainda não seja totalmente conhecida, constatou-se que os pacientes apresentam alterações no sistema nervoso, no tocante ao controle da dor.

A fibromialgia pode se manifestar depois de eventos como traumas, físicos ou psicológicos, ou até uma infecção grave.

Em geral, quem sofre com a fibromialgia apresenta grande sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura, durante o exame com o médico.

Até pouco tempo o diagnóstico da fibromialgia vinha da manifestação de dor em, no mínimo, 11 dos 18 pontos musculares dolorosos.

Os principais pontos de dor da fibromialgia são: joelhos, bacia, cotovelos, nádegas, região da coluna cervical e coluna torácica.

Atualmente, porém, o diagnóstico leva em consideração: dor em cinco a sete partes do corpo por mais de três meses; insônia e sono não reparador; sensibilidade ao frio; diarreia ou prisão de ventre e vontade constante de urinar; dificuldade de concentração e problemas de memória; e cansaço crônico.

O tratamento da fibromialgia está diretamente ligado a prática de exercícios físicos, sendo que cada pessoa pode escolher o que melhor se adapta a ela.

Estudos mostram que, além de diminuir a dor, os exercícios auxiliam na melhora da depressão e ansiedade, ajudando também a ter um sono de melhor qualidade.

Paralelo e esse estilo de vida tem os medicamentos, que serão indicados de acordo com cada caso.

Também podem ser aliados do tratamento: fisioterapia; terapia; e técnicas que ajudem no relaxamento, como meditação e massagens leves.

Em geral, o tratamento da fibromialgia deve ser definido entre o médico e o paciente, podendo ser adaptado de acordo com a resposta de melhora, ou não, do quadro geral.

Embora a fibromialgia ainda não tenha cura, o objetivo é controlar a dor crônica, oferecendo melhor qualidade de vida a quem sofre com o problema.

 

Fontes: Blog da Saúde (Ministério da Saúde); Sociedade Brasileira de Reumatologia; Minha Vida (link – Saúde); e Saúde Abril.