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Síndrome do pânico afeta a qualidade de vida. Busque tratamento adequado.

A síndrome do pânico, também conhecida como transtorno do pânico, é um distúrbio de ansiedade caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados.

Durante um ataque de pânico, a pessoa pode experimentar uma sensação avassaladora de medo ou terror, acompanhada por uma série de sintomas físicos e emocionais intensos.

Os ataques de pânico podem ocorrer inesperadamente, sem uma causa aparente, ou podem ser desencadeados por situações específicas, como estar em lugares lotados, dirigir, voar ou enfrentar situações estressantes.

O medo de ter outro ataque de pânico pode levar a comportamentos de evitação, nos quais a pessoa tenta evitar situações ou lugares que possam desencadear os sintomas.

A síndrome do pânico pode ser altamente debilitante e afetar significativamente a qualidade de vida da pessoa.

Muitas vezes, é acompanhada por outros distúrbios de ansiedade, como agorafobia (medo de estar em lugares ou situações onde escapar pode ser difícil) ou transtorno de ansiedade generalizada (preocupação excessiva e persistente sobre diversas situações).

Os sintomas da síndrome do pânico podem variar de pessoa para pessoa e durante diferentes episódios de ataques.

No entanto, os mais comuns incluem uma combinação de sintomas físicos, emocionais e cognitivos intensos, sendo os mais comuns:

  • Sensação de batimentos cardíacos rápidos, fortes ou irregulares;
  • Dificuldade em respirar, sensação de asfixia ou falta de ar;
  • Tremores incontroláveis nas mãos ou em todo o corpo;
  • Vertigem, sensação de cabeça leve ou desmaio iminente;
  • Transpiração intensa, mesmo em ambientes frescos;
  • Sensação de frio intenso ou ondas de calor pelo corpo;
  • Sensação de estômago embrulhado, náusea, vômito ou desconforto gastrointestinal;
  • Sentimento de desconexão da realidade, de estar fora do próprio corpo ou de não ser capaz de controlar o que está acontecendo;
  • Sentimento avassalador de medo intenso, terror ou pavor, muitas vezes sem motivo aparente; sensações como formigamento, dormência ou que algo terrível está prestes a acontecer; e
  • Preocupação extrema com a ideia de que algo terrível vai acontecer, como morrer durante o ataque de pânico ou perder o controle completamente.

 

Grupos de risco para síndrome do pânico

A síndrome do pânico pode afetar pessoas de todas as idades, gêneros e contextos socioeconômicos.

Não há uma única causa conhecida para o seu desenvolvimento, mas uma combinação de fatores genéticos, biológicos, psicológicos e ambientais pode contribuir para o seu surgimento.

Veja alguns fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a síndrome do pânico.

  • Pessoas com histórico familiar de transtornos de ansiedade, incluindo síndrome do pânico, têm um risco aumentado, o que sugere uma influência genética no seu desenvolvimento.
  • Alterações em determinadas substâncias químicas cerebrais, como neurotransmissores (por exemplo, serotonina, noradrenalina e GABA), foram associadas ao desenvolvimento de transtornos de ansiedade, incluindo síndrome do pânico.

Além disso, desequilíbrios hormonais e anormalidades no sistema nervoso central podem desempenhar um papel.

  • Experiências traumáticas, estressantes ou eventos de vida significativos, como abuso, perda de um ente querido, separação, divórcio, problemas financeiros ou problemas de saúde, podem desencadear o desenvolvimento da síndrome do pânico em algumas pessoas.
  • Fatores ambientais, como altos níveis de estresse, pressão social, exposição a situações de perigo ou violência, abuso de substâncias (álcool, drogas ilícitas), bem como certos medicamentos, podem aumentar o risco de desenvolver a síndrome do pânico.
  • Certas condições médicas, como hipertireoidismo, doenças cardíacas, problemas respiratórios, distúrbios do sono ou síndrome do intestino irritável, também devem ser consideradas.
  • Alguns traços de personalidade, como timidez, sensibilidade ao estresse, perfeccionismo ou tendência a preocupações excessivas, podem aumentar o risco de desenvolver transtornos de ansiedade, incluindo síndrome do pânico.

Além disso, padrões de enfrentamento inadequados, como evitar situações desafiadoras ou não lidar adequadamente com o estresse, podem contribuir para o desenvolvimento da condição.

 

Trate a síndrome do pânico

O tratamento da síndrome do pânico geralmente envolve uma abordagem combinada que pode incluir terapia psicológica (psicoterapia) e, em alguns casos, medicamentos.

Embora a síndrome do pânico não tenha uma cura definitiva, o tratamento adequado pode ajudar a controlar os sintomas e permitir que a pessoa leve uma vida normal e funcional.

É fundamental que a pessoa busque ajuda especializada, de psiquiatras e psicólogos, para assim entender melhor as particularidades do seu caso, e poder intervir da maneira mais adequada e eficiente.

De forma geral, costumam ser indicados:

  • Terapia cognitivo-comportamental – uma forma de psicoterapia que se concentra em identificar e modificar padrões de pensamento negativos e comportamentos desadaptativos associados à síndrome do pânico.

O objetivo é que a pessoa aprende técnicas para reconhecer e desafiar pensamentos distorcidos, enfrentar situações temidas e desenvolver estratégias de enfrentamento eficazes para lidar com os sintomas de ansiedade.

  • Terapia de exposição – uma abordagem específica da terapia que envolve a exposição gradual e controlada a situações ou estímulos que desencadeiam os sintomas de pânico.

Ao enfrentar repetidamente essas situações temidas, a pessoa pode aprender que não há motivo real para sentir medo e gradualmente reduzir sua resposta de ansiedade

  • Medicamentos – podem ser prescritos para ajudar a controlar os sintomas agudos de ansiedade e prevenir ataques de pânico.

Os antidepressivos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e noradrenalina, são frequentemente prescritos para o tratamento da síndrome do pânico.

Os benzodiazepínicos também podem ser prescritos para uso a curto prazo para controlar os sintomas agudos, mas seu uso a longo prazo é geralmente desencorajado devido ao risco de dependência e efeitos colaterais.

  • Estratégias de autocuidado – podem ajudar a reduzir os sintomas da síndrome do pânico, como técnicas de relaxamento, exercícios físicos regulares, sono adequado, alimentação saudável e evitar substâncias que possam desencadear os sintomas, como cafeína e álcool.

 

Previna a síndrome do pânico

Ainda que não se tenha uma prevenção totalmente eficiente, para a síndrome do pânico, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvê-la ou minimizar a gravidade dos sintomas.

Para isso invista em:

  • Técnicas eficazes de gerenciamento do estresse, como meditação, mindfulness, respiração profunda, exercícios de relaxamento muscular progressivo ou ioga;
  • Estilo de vida saudável, que inclui uma dieta balanceada, exercícios físicos regulares e sono adequado, que podem ajudar a fortalecer a resiliência física e mental;
  • Diminuir o consumo de cafeína, álcool e outras substâncias estimulantes, pois elas podem aumentar a ansiedade e a frequência cardíaca, contribuindo para sintomas de pânico;
  • Manter conexões sociais significativas e um sistema de apoio forte pode ajudar a reduzir o estresse, promover o bem-estar emocional e fornecer suporte durante momentos difíceis.

Ter alguém com quem conversar sobre suas preocupações pode ser reconfortante e ajudar a prevenir sentimentos de isolamento e solidão, que podem contribuir para a ansiedade; e

  • Reconhecer e respeitar seus próprios limites físicos e emocionais, para prevenir o esgotamento. Aprender a dizer não, quando necessário, e priorizar o autocuidado pode ser essencial para manter o equilíbrio emocional. Parte superior do formulário

 

 

Fontes – Biblioteca Virtual em Saúde; Portal Drauzio Varella; Sociedade Brasileira de Clínica Médica; Tua Saúde; Psiquiatria Paulista; e Veja Saúde.