Grupo Cene
Voltar para o blog

Notícias

Alzheimer não tem cura, mas alguns comportamentos podem ajudar na prevenção.

Publicado em 01 de março de 2024

Alzheimer não tem cura, mas alguns comportamentos podem ajudar na prevenção.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta o cérebro, resultando em perda de memória, comprometimento cognitivo e alterações no comportamento. 

Ela é a forma mais comum de demência, um termo utilizado para descrever uma variedade de condições que causam declínio cognitivo e funcional significativo.

As principais características da doença de Alzheimer são:

  • perda progressiva da memória, especialmente a memória recente. Pessoas com Alzheimer podem esquecer eventos recentes, nomes de familiares e amigos, compromissos e outras informações importantes;
  • além da perda de memória, ocorre um declínio geral nas funções cognitivas. Isso inclui dificuldade em realizar tarefas cotidianas, resolver problemas, raciocinar e tomar decisões;
  • pessoas com Alzheimer podem apresentar mudanças no comportamento e na personalidade. Isso pode incluir agitação, ansiedade, irritabilidade, apatia, depressão e até agressividade em alguns casos; 
  • desorientação em relação ao tempo e ao espaço é comum. Indivíduos com Alzheimer podem se perder mesmo em ambientes familiares, esquecer datas importantes ou perder a noção do tempo; 
  • a habilidade de se comunicar efetivamente diminui à medida que a doença progride. Dificuldades na busca por palavras, repetição de perguntas e dificuldade em compreender a linguagem dos outros são observadas; 
  • à medida que a doença avança, podem ocorrer problemas motores e de coordenação, afetando a capacidade de realizar tarefas físicas; 
  • a doença de Alzheimer leva a uma dependência progressiva, onde as pessoas afetadas podem, eventualmente, necessitar de assistência para as atividades diárias básicas; e 
  • no nível neuropatológico, a doença de Alzheimer está associada à presença de placas de proteína beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares no cérebro, que interferem nas comunicações entre as células nervosas e causam danos progressivos.

 

Alzheimer não tem cura 

Até o momento, não existe uma cura conhecida para a doença de Alzheimer, mas existem pesquisas que buscam tratamentos mais eficazes e compreensão dos mecanismos subjacentes à doença. 

O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar intervenções e planejar cuidados apropriados. 

A doença é caracterizada por mudanças estruturais e químicas no cérebro, incluindo a formação de placas de proteína beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares, que contribuem para a degeneração progressiva das células nervosas.

Os tratamentos disponíveis para a doença de Alzheimer visam, principalmente, aliviar os sintomas e retardar o seu progresso, mas não revertem ou curam a condição. 

Esses tratamentos podem incluir medicamentos para ajudar no controle dos sintomas cognitivos e comportamentais, bem como intervenções não farmacológicas, como terapias ocupacionais, fisioterapia e suporte psicológico.

 

Fatores de risco para a doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma condição complexa e multifatorial, e diversos fatores de risco podem influenciar o seu desenvolvimento. 

Embora alguns desses fatores sejam genéticos e não modificáveis, outros estão relacionados ao estilo de vida e podem ser abordados para reduzir o risco. 

Os principais são:

  • Idade – o risco de desenvolver Alzheimer aumenta significativamente com a idade. A maioria dos casos ocorre em pessoas com 65 anos ou mais, e o risco continua a aumentar com o avançar da idade.
  • Genética – fatores genéticos desempenham um papel na suscetibilidade à doença de Alzheimer. Histórico familiar da doença e certas mutações genéticas estão associados a um risco aumentado.
  • Sexo – as mulheres têm uma probabilidade ligeiramente maior de desenvolver Alzheimer, em comparação com os homens. Isso pode ser influenciado por fatores hormonais.
  • Histórico familiar – ter parentes de primeiro grau, como pais ou irmãos, com Alzheimer aumenta o risco de desenvolver a doença. Algumas formas raras da doença têm uma forte componente genética.
  • Síndrome metabólica – condições como diabetes, obesidade, hipertensão e níveis elevados de colesterol estão associadas a um aumento do risco de Alzheimer.
  • Traumas cranianos – lesões cerebrais traumáticas, especialmente repetidas, podem aumentar o risco de desenvolver a doença.
  • Baixo nível de escolaridade – estudos sugerem que pessoas com níveis mais baixos de educação podem ter um risco aumentado de Alzheimer. A educação pode oferecer proteção cognitiva.
  • Estilo de vida sedentário – a falta de atividade física regular é considerada um fator de risco para a doença de Alzheimer. Exercícios físicos regulares têm benefícios para a saúde cerebral.
  • Fumo – o tabagismo está associado a um aumento do risco de Alzheimer, assim como outras condições de saúde.
  • Consumo excessivo de álcool, ao longo do tempo, pode aumentar o risco de desenvolver a doença. 
  • Saúde cardiovascular – doenças cardiovasculares, como doença cardíaca, acidente vascular cerebral e pressão arterial alta, estão associadas a um maior risco de Alzheimer.
  • Isolamento Social – a falta de envolvimento em atividades sociais e o isolamento social podem contribuir para o risco de desenvolver Alzheimer. 

 

Prevenção da doença de Alzheimer

A prevenção da doença de Alzheimer envolve a adoção de um estilo de vida saudável, que promova a saúde do cérebro e reduza os fatores de risco. 

Embora não seja possível garantir a prevenção completa da doença, seguir práticas saudáveis pode ajudar a reduzir a probabilidade de seu desenvolvimento. 

Veja algumas estratégias que podem ser bastante úteis: 

  • Manter o cérebro ativo pode ser benéfico. Participar de atividades que desafiem a mente, como jogos, quebra-cabeças, leitura e aprendizado de novas habilidades, pode estimular a função cognitiva.
  • A prática regular de exercícios físicos está associada a benefícios para a saúde cerebral. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, natação e dança, podem melhorar a circulação sanguínea e promover a saúde do cérebro.
  • Uma alimentação balanceada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes, nozes e gorduras saudáveis, como as encontradas no azeite de oliva, pode fornecer nutrientes essenciais para a saúde cerebral.
  • Manter a pressão arterial dentro dos limites saudáveis é crucial para a saúde do coração e do cérebro. 

Monitorar a pressão arterial regularmente e seguir as recomendações médicas são práticas importantes.

  • Níveis elevados de colesterol podem aumentar o risco de doença cardíaca, o que, por sua vez, pode afetar a saúde cerebral.

Uma dieta saudável e medicações, se necessárias, podem ajudar a manter níveis de colesterol saudáveis.

  • Manter níveis de açúcar no sangue dentro da faixa normal é importante para prevenir problemas de saúde, incluindo aqueles relacionados ao cérebro. Isso é especialmente relevante para pessoas com diabetes.
  • Manter um peso saudável está relacionado a diversos benefícios para a saúde, incluindo a redução do risco de doenças crônicas que podem afetar o cérebro.
  • Garantir uma boa qualidade de sono é fundamental para a saúde mental. Distúrbios do sono, como insônia, podem estar relacionados ao aumento do risco de doenças neurodegenerativas.
  • O estresse crônico pode ter impactos negativos na saúde cerebral. Práticas de gerenciamento de estresse, como meditação, ioga, exercícios de respiração e atividades relaxantes, podem ser benéficas.
  • O tabagismo e o consumo excessivo de álcool estão associados a um maior risco de doenças neurodegenerativas. Evitar esses comportamentos pode contribuir para a saúde do cérebro.
  • Participar de atividades sociais e manter relacionamentos significativos pode ter benefícios para a saúde mental e emocional.

E o mais importante, mantenha uma rotina de acompanhamento geral, da sua saúde, com um profissional capacitado, que faça uma orientação personalizada e exames regulares, isso irá ajudar muito na prevenção de doenças neurodegenerativas.

 

Fontes: Biblioteca Virtual em Saúde; Portal Drauzio Varella; Alta Diagnósticos; CNN Brasil; Minha Vida e Associação Brasileira de Alzheimer.