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Câncer ósseo pode ser primário ou secundário, fique atento aos sintomas

Publicado em 05 de agosto de 2024

Câncer ósseo pode ser primário ou secundário, fique atento aos sintomas

Câncer ósseo é um tipo de câncer que começa nos ossos, podendo ser primário, quando se origina diretamente no osso, ou secundário, quando se espalha para o osso a partir de outra parte do corpo (metástase). 

Existem vários tipos de câncer ósseo primário, sendo os mais comuns:

  • Osteossarcoma – ocorre com mais frequência em adolescentes e adultos jovens e geralmente afeta os ossos longos das pernas e braços.
  • Condrossarcoma – normalmente encontrado em adultos, surge na cartilagem que cobre os ossos.
  • Sarcoma de Ewing – mais comum em crianças e adolescentes, pode começar nos ossos ou nos tecidos moles ao redor dos ossos.

Os sintomas do câncer ósseo podem variar dependendo do tipo e da localização do tumor, sendo que os mais comuns incluem:

  • Dor óssea é o sintoma mais frequente e pode ser constante ou intermitente. Ela tende a piorar à noite ou durante a atividade física.
  • Inchaço e sensibilidade na área ao redor do osso afetado, deixando-a sensível ao toque.
  • Ossos enfraquecidos pelo câncer podem fraturar facilmente, às vezes com pouco ou nenhum trauma.
  • Dependendo da localização do tumor, pode haver uma redução na amplitude de movimento da área afetada.
  • Sintomas gerais como perda de peso inexplicada e fadiga podem ocorrer, especialmente em estágios avançados da doença.
  • Em alguns casos, pode-se sentir um nódulo ou massa na área afetada.
  • Sintomas sistêmicos como febre e suores noturnos podem estar presentes, embora sejam menos comuns.

Se você, ou alguém que conhece, está apresentando esses sintomas, é importante procurar um médico para avaliação e diagnóstico adequado.

Fatores de risco para câncer ósseo

Os fatores de risco para câncer ósseo podem incluir:

  • Idade, sendo que certos tipos de câncer ósseo, como osteossarcoma, são mais comuns em adolescentes e adultos jovens. Sarcoma de Ewing também é mais frequente em crianças e adolescentes.
  • Condições genéticas hereditárias podem aumentar o risco de câncer ósseo, como a síndrome de Li-Fraumeni, retinoblastoma hereditário e a síndrome de Rothmund-Thomson. 
  • Pessoas com doenças ósseas benignas, como a doença de Paget, têm um risco aumentado de desenvolver câncer ósseo, especialmente em idade avançada.
  • Exposição prévia a altas doses de radiação, como radioterapia para outros tipos de câncer, pode aumentar o risco de câncer ósseo.
  • Ter um histórico familiar de câncer ósseo ou de outras condições genéticas associadas ao câncer pode aumentar o risco.
  • Em raros casos, pessoas com implantes metálicos em ossos devido a fraturas podem ter um risco ligeiramente aumentado de desenvolver câncer ósseo.
  • Condições como a síndrome de Bloom e a síndrome de Werner, que afetam a reparação do DNA, podem aumentar o risco de câncer ósseo.

Tratamento e cura do câncer ósseo

O câncer ósseo pode ser curável, especialmente se for detectado precocemente e tratado de forma adequada.

A taxa de cura e a escolha do tratamento dependem do tipo de câncer ósseo, da localização, do tamanho do tumor e do estágio da doença, bem como da saúde geral do paciente. 

Os principais tratamentos para incluem:

  • Remoção do tumor e uma margem de tecido saudável ao redor, através de cirurgia, para garantir que todas as células cancerígenas sejam removidas. 
  • Em casos raros, quando o tumor não pode ser removido completamente sem comprometer a função do membro, pode ser necessária a amputação. 
  • Técnicas avançadas permitem a remoção do tumor enquanto preservam o máximo possível do membro afetado.
  • A quimioterapia utiliza medicamentos para destruir células cancerígenas. É frequentemente usada antes da cirurgia (neoadjuvante) para reduzir o tamanho do tumor ou após a cirurgia (adjuvante) para eliminar qualquer célula cancerígena remanescente. É particularmente eficaz em tipos como osteossarcoma e sarcoma de Ewing.
  • A radioterapia usa raios de alta energia para destruir células cancerígenas. É mais comumente usada em tipos de câncer ósseo que são menos responsivos à quimioterapia, como o condrossarcoma. Pode ser usada como tratamento principal ou como complemento à cirurgia.
  • A terapia alvo usa medicamentos que identificam e atacam células cancerígenas específicas sem afetar tanto as células normais. É uma área de pesquisa em crescimento e pode ser usada em tipos de câncer ósseo com mutações genéticas específicas.
  • Em casos onde a cura não é possível, o tratamento paliativo visa aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida. Pode incluir analgésicos, radioterapia para aliviar a dor, e outras medidas para controlar sintomas.

Câncer ósseo tem prevenção? 

Atualmente, não existem métodos garantidos para prevenir o câncer ósseo, principalmente porque muitos dos fatores de risco, como predisposição genética e idade, não podem ser alterados. 

No entanto, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco ou facilitar a detecção precoce, aumentando as chances de um tratamento bem-sucedido.

Algumas recomendações úteis são:

  • Se você tem uma condição genética conhecida por aumentar o risco de câncer ósseo (como a síndrome de Li-Fraumeni ou o retinoblastoma hereditário), é importante fazer check-ups regulares com um médico para monitorar quaisquer sinais de câncer.
  • Embora a radioterapia seja necessária para tratar certos tipos de câncer, deve-se evitar exposições desnecessárias a raios-X e outros tipos de radiação sempre que possível.
  • Pessoas com condições como a doença de Paget dos ossos devem ser monitoradas regularmente por um médico para detectar possíveis sinais de transformação maligna.
  • Dieta equilibrada, exercícios físicos regulares e a evitação do tabaco e do álcool em excesso podem ajudar a manter a saúde geral e a reduzir o risco de muitos tipos de câncer.
  • Estar ciente dos sintomas do câncer ósseo (como dor óssea persistente, inchaço e fraturas fáceis) e procurar atendimento médico prontamente se eles ocorrerem pode levar a um diagnóstico precoce.
  • Se você foi tratado com radioterapia para outro tipo de câncer, deve fazer check-ups regulares para monitorar possíveis efeitos tardios, incluindo o risco de câncer ósseo.

Fontes – Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica; Instituto Oncoguia; A.C. Camargo; Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear; Tua Saúde; e Instituto Vencer o Câncer.