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Leite materno deve ser alimentação exclusiva do bebê podendo ser doado pelas mães

Publicado em 04 de maio de 2020

Leite materno deve ser alimentação exclusiva do bebê podendo ser doado pelas mães

De acordo com o Unicef, o leite materno deve ser o alimento exclusivo do bebê, pelo menos, até os seis meses de vida.

Com o leite materno o bebê fica alimentado, nutrido e hidratado, não sendo necessário nem mesmo a ingestão de água.

Quando completa seis meses outros alimentos entram na dieta do bebê, mas o leite materno deve continuar sendo ingerido até os dois anos de vida.

Ao tomar leite materno logo após o nascimento, o bebê reduzirá o risco da mortalidade neonatal.

Além disso, ao amamentar logo após dar a luz, a mãe corre menos risco de hemorragia, já que o ato auxilia nas contrações uterinas. E mais, o ato de dar o peito ao filho faz a mulher voltar mais rápido ao seu peso antes da gestação.

É comum que algumas pessoas digam que o leite materno é fraco ou aguado, não sendo suficiente para alimentar o bebê, mas isso não é verdade.

Crianças que consomem leite materno ficam melhor protegidas de alergias e infecções, recebendo os anticorpos da mãe.

Além disso, o leite materno vem pronto, em temperatura ideal e evita o risco de contaminação na hora do preparo.

Se já não fossem suficientes os motivos citados para se investir na amamentação, o leite materno também traz um vínculo único entre mãe e filho, uma cumplicidade diferenciada. Alguns estudos sugerem que crianças amamentadas no seio da mãe são mais tranquilas, inteligentes e felizes.

Leite Materno

O leite materno começa a se formar durante a gravidez e, aproximadamente, 24 horas depois do parto, os hormônios progesterona e prolactina colocam as glândulas mamárias em funcionamento. É na primeira mamada do bebê que o corpo tem certeza que deve produzir o leite.

Minerais, vitaminas, gordura e aminoácidos estão entre os componentes do leite materno.

A mulher pode produzir até um litro de leite materno por dia, e o bebê ingere, por mamada, entre 200 e 250 mililitros. Mas como a natureza é sábia, as glândulas mamárias conseguem se orientar pelas necessidades do bebê e oferecer mais ou menos leite.

Doação

Toda mulher que estiver amamentando pode ser uma doadora de leite humano. E segundo o Ministério da Saúde, qualquer quantia doada é útil, e pode ser utilizada depois de passar pelo controle de qualidade.

Para ter maiores informações sobre como doar, basta entrar em contato com o Banco de Leite mais próximo. São José do Rio Preto conta o serviço.

Um pote de leito materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. Dependendo do peso do prematuro, 1ml já é o suficiente  para nutri-lo a cada vez que ele for alimentado.

A produção do leite depende do esvaziamento da mama. Por isso, quanto mais a mulher amamenta ou esvazia as mamas, mais leite ela produz.

Bebês que estão internados e não podem ser amamentados pelas próprias mães têm a chance de receber os benefícios do leite materno com sua doação. Com ele, a criança se desenvolve com saúde, tem mais chances de recuperação e fica protegida de infecções, diarreias e alergia.

Fontes: Unicef; Sociedade Brasileira de Pediatria; Portal do Governo do Brasil; e G1 (link – Bem-Estar/Notícias)