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Na doença de Parkinson lentidão dos movimentos merece mais atenção que os tremores

Publicado em 01 de abril de 2021

Na doença de Parkinson lentidão dos movimentos merece mais atenção que os tremores

A doença de Parkinson é neurológica e degenerativa, sendo que ainda não existe cura, alguns estudos estão sendo feitos sobre novos tratamentos, inclusive com células tronco.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, em todo o mundo, aproximadamente 1% das pessoas maiores de 65 anos têm Parkinson. Isso faz com que a idade avançada seja o principal fator de risco para a doença.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia faz um alerta no tocante aos sintomas da doença de Parkinson.

O principal e mais conhecido é o tremor, mesmo quando a pessoa está em repouso.  Mas é preciso ficar atento para a lentidão dos movimentos, que é o principal indicador do problema.

Juntamente com o tremor, a rigidez muscular e instabilidade postural, são sinais clínicos da doença de Parkinson.

Lembre-se que a avaliação de um especialista é fundamental, pois nem todo tremor e lentidão podem significar doença de Parkinson.

Fique atento para os seguintes sintomas e busque ajuda médica para uma avaliação adequada se perceber:

  •   lentidão de movimentos;
  •   tremor em repouso;
  •   rigidez dos braços, pernas ou tronco;
  •   instabilidade postural (dificuldade de manter o equilíbrio e risco de quedas);
  •   suor excessivo, especialmente nas mãos e pés;
  •   distúrbios do sono, com excesso ou insônia;
  •   perda de olfato sem causa aparente;
  •   alterações cognitivas como problemas de memória, dificuldade de atenção e problemas visuo-espacial;
  •   quadros de irritabilidade sem causa aparente, ansiedade e depressão; e
  •   alteração do ritmo intestina (prisão de ventre).

 

Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é progressiva, onde o cérebro, lentamente, deixa de produzir um neurotransmissor chamado dopamina, o que leva a pessoa a ter dificuldade de regular seus movimentos e suas emoções.

A doença de Parkinson evolui de forma variável, de acordo com as particularidades de cada paciente, mas geralmente o processo é lento.

Como não é possível uma regeneração das células cerebrais, não existe cura.

O diagnóstico da doença de Parsinson se dá pelo histórico clínico e exame neurológico. Embora não exista um exame específico, é comum que médicos solicitem ressonância magnética, tomografia, eletroencefalograma e radiotraçadores PET e SPECT.

 

Tratamento

O tratamento visa melhorar a qualidade de vida da pessoa com Parkinson e envolve o uso de medicação para atenuar os sintomas motores, retardando sua progressão.

A escolha do tratamento e medicação mais adequada é individual e leva em consideração os sintomas, idade do paciente e o quadro em que ele se encontra.

Em alguns casos as cirurgias proporcionam um bom resultado no tocante a diminuição da rigidez muscular e do tremor, embora também não signifiquem a cura.

Hoje o Brasil também dispõem do chamado marcapasso, que tem se mostrado eficiente na redução dos tremores.

A fisioterapia mantém o corpo ativo, deixando as articulações flexíveis e melhorando a atividade muscular, evitando que elas se atrofiem.

Para que o paciente tenha suas atividades diárias facilitadas, podendo seguir sua vida e cotidiano com o máximo de autonomia possível, também é importante a orientação de um terapeuta ocupacional.

Já o acompanhamento de um fonoaudiólogo irá auxiliar na contenção dos problemas de fala que podem ocorrer como consequência da falta de coordenação dos músculos que controlam a produção dos sons da fala.

 

Fontes: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia; e Associação Brasil Parkinson