Principal fator de prevenção do HIV/Aids é a prática sexual protegida

Principal fator de prevenção do HIV/Aids é a prática sexual protegida

A Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença infectocontagiosa, causada por um vírus, o HIV, e conforme acontece sua evolução no corpo, ele vai destruindo o sistema imune.

Com a imunidade cada vez mais baixa, a pessoa fica suscetível a vários tipos de doenças e infecções, que podem causar a sua morte.

As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+.

É importante ressalta que ter HIV não é a mesma coisa que ter Aids, isso porque muitas pessoas soropositivas podem levar anos para apresentar sintomas e desenvolver a doença. O problema é que, ainda assim, podem transmitir o vírus a outras pessoas.

A transmissão do HIV acontece, principalmente, através de relações sexuais, seja entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos opostos. Também podem ocorrer por meio da transfusão de sangue contaminado, o que tem sido cada vez mais raro, devido ao rigoroso controle feito pelos hemocentros. O uso de drogas injetáveis, com o compartilhamento de agulhas e outros materiais que furam ou cortam é outro fator de risco para o contágio.

Uma mãe infectada pode transmitir o HIV para o filho, no momento do parto ou pela amamentação. Mas o acompanhamento cada vez mais especializado, junto com um pré-natal correto, são capazes de evitar essa infecção.

Com isso, fica claro que é possível a prevenção, investindo em cuidados básicos, entre eles:

  •   Usar preservativo, masculino ou feminino, em todas as relações sexuais;
  •   Não compartilhar agulhas ou outros materiais que furam ou cortam;
  •   Ao frequentar clínicas, salões de beleza ou estúdios de tatuagens e piercings, ficar atento para o uso de materiais descartáveis ou esterilizados;
  •   Gestantes devem realizar o pré-natal e seguir as orientações do médico; e
  •   Todas as pessoas, especialmente as que mantêm algum comportamento de risco, devem fazer exames preventivos rotineiramente.

 

 

Sintomas

Ao ocorrer à infecção pelo vírus causador da AIDS o organismo leva de 30 a 60 dias para produzir anticorpos anti-HIV, é quando aparecem sintomas parecidos com os de uma gripe, com febre e mal-estar, muitas vezes passando despercebida.

Também podem ser percebidas manchas na pele, calafrios, ínguas, dores de cabeça, garganta e musculares.

Depois vem o período que pode durar anos, e geralmente é assintomático, que é quando acontece a interação entre as células de defesa e as constantes mutações do vírus.

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que é o estágio mais avançado da Aids. Mas quem diagnostica a doença e faz o tratamento adequadamente, dificilmente passa por isso.

Assim como em outras doenças, quanto antes a pessoa fica sabendo que é HIV positivo, maior será sua expectativa de vida, além de poder redobrar os cuidados para não contaminar outras pessoas.

O diagnóstico se dá pela análise do sangue ou fluido oral.

No Brasil existem os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos, e eles são realizados gratuitamente pelo SUS.

 

Tratamento

O SUS – Sistema Único de Saúde é referência internacional quando o assunto é o tratamento de HIV/Aids, oferecendo gratuitamente os testes, preservativos e o tratamento antirretroviral.

Com a evolução do tratamento, nem todo mundo que vive com HIV chega a desenvolver a Aids, por isso há diferença entre os termos.

Os medicamentos antirretrovirais visam impedir a multiplicação do vírus no organismo.

Seguir o tratamento indicado e fazer o acompanhamento constante garante qualidade de vida ao paciente.

 

Sem Preconceito

É sempre importante ressaltar que não devemos ter preconceito com os portadores de HIV/Aids. Por isso lembre-se que, NÃO SE PEGA AIDS:

  •   Através do abraço, aperto de mãos, beijo no rosto ou na boca.
  •   Através do suor, lágrima ou ar.
  •   Compartilhando sabonetes, toalhas, talheres, copos e assentos de ônibus.
  •   Usando a mesma piscina ou banheiro.
  •   Doando sangue.
  •   Fazendo sexo com camisinha.

 

Fontes – Ministério da Saúde; Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais; Unaids; Drauzio Varela; Agência de Notícias da AIDS; e UOL.