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Epilepsia é ligada a predisposição genética, mas crises podem ser evitadas

A epilepsia é uma condição neurológica crônica caracterizada por uma predisposição persistente do cérebro a gerar crises epilépticas.

Uma forma de entender, de forma mais simples é: nosso cérebro funciona através de sinais elétricos organizados, mas, na epilepsia, ocorre uma espécie de “curto-circuito” ou uma descarga elétrica excessiva e desordenada entre os neurônios, o que interrompe temporariamente as funções cerebrais normais.

Muita gente associa a epilepsia apenas à queda com convulsão, mas existem diversos tipos de crises, dependendo da área do cérebro afetada:

  • Crise de ausência (Petit Mal) – comum em crianças. A pessoa fica com o olhar fixo, desligada do mundo por alguns segundos, e depois volta ao que estava fazendo sem lembrar do ocorrido.
  • Crise tônico-clônica (Grande Mal) – é a mais conhecida. A pessoa perde a consciência, cai, apresenta rigidez muscular e abalos motores (sacudidas).
  • Crises parciais ou focais – afetam apenas uma parte do corpo ou causam sensações estranhas (formigamento, cheiros inexistentes, movimentos involuntários de um braço) sem que a pessoa perca totalmente a consciência.

 

Fatores de risco para epilepsia

Os fatores de risco para a epilepsia são variados e dependem muito da fase da vida em que a pessoa se encontra. Eles podem ser divididos entre eventos que ocorrem antes do nascimento até condições que surgem na velhice.

Conheça os principais fatores mapeados pela neurologia.

Relacionados ao início da vida, sendo que, muitas vezes, a predisposição começa no desenvolvimento do bebê:

  • Complicações perinatais – falta de oxigenação no cérebro durante o parto (anóxia) ou nascimento prematuro.
  • Malformações cerebrais – pequenas alterações na estrutura do cérebro que ocorrem durante a gestação.
  • Infecções maternas – algumas infecções durante a gravidez podem afetar o desenvolvimento neurológico do feto.

 

Condições médicas e doenças, onde certas condições de saúde funcionam como portas de entrada para o surgimento de crises:

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC) – é a principal causa de epilepsia em adultos com mais de 60 anos, devido às cicatrizes deixadas no tecido cerebral.
  • Tumores cerebrais – a pressão ou a atividade elétrica alterada ao redor de um tumor pode desencadear crises.
  • Infecções no sistema nervoso – meningite, encefalite e neurocisticercose (causada pela ingestão de ovos da tênia) são fatores de risco significativos.
  • Demências – condições como o Alzheimer aumentam o risco de desenvolver crises epilépticas na fase avançada da doença.

 

Traumas e estilo de vida, sendo que pancadas fortes na cabeça, que podem ocorrer em acidentes de carro, quedas ou esportes de impacto, causam lesões que viram focos epilépticos, meses ou anos depois.

  • Histórico familiar – embora a maioria dos casos não seja herdada diretamente, ter parentes próximos com epilepsia aumenta a probabilidade genética.
  • Abuso de substâncias – uso pesado de álcool ou drogas, bem como a síndrome de abstinência dessas substâncias, pode baixar o limiar convulsivo do cérebro.

 

É importante diferenciar um fator de risco (o que causa a doença) de um gatilho (o que provoca uma crise em quem já tem epilepsia). Para quem já tem o diagnóstico, os principais gatilhos são:

  • Privação de sono, que é o fator mais comum para desencadear crises.
  • Estresse emocional intenso.
  • Luzes piscantes (estímulos fotossensíveis), que afeta cerca de 3% dos pacientes.
  • Esquecimento da medicação.

 

Atualmente, as pesquisas em epigenética avançaram muito, ajudando a entender por que algumas pessoas com lesões cerebrais desenvolvem epilepsia e outras não, permitindo tratamentos preventivos após traumas cranianos.

 

Sintomas da epilepsia

Os sintomas da epilepsia são muito mais variados do que a maioria das pessoas imagina. Como o cérebro controla tudo — movimentos, sentidos, emoções e memória —, o sintoma da crise dependerá exatamente de qual área do cérebro está sofrendo a descarga elétrica.

Aqui estão os principais sintomas divididos pelo tipo de manifestação.

Os sintomas motores são os sinais mais visíveis e ocorrem principalmente nas crises chamadas tônico-clônicas:

  • Rigidez muscular (fase tônica) – o corpo fica subitamente rígido, o que pode levar à queda.
  • Abalos e sacudidas (fase clônica) – contrações musculares rítmicas e involuntárias nos braços e pernas.
  • Automatismos – movimentos repetitivos sem propósito, como mexer na roupa, estalar os lábios, mastigar o vazio ou caminhar em círculos (comuns em crises focais).

 

Os sintomas sensoriais e perceptivos ocorrem quando a crise afeta áreas dos sentidos, muitas vezes sem perda de consciência (chamadas de auras):

  • Alterações visuais – ver luzes piscando, manchas ou ter distorções no tamanho dos objetos.
  • Sintomas auditivos – ouvir zumbidos, vozes ou sons distorcidos.
  • Sensações estranhas – sentir um “frio na barriga” que sobe para a cabeça, cheiros desagradáveis repentinos (como borracha queimada) ou um gosto metálico na boca.
  • Déjà Vu – uma sensação intensíssima de que o que está acontecendo já foi vivido antes.

 

Os sintomas cognitivos e de consciência que envolvem:

  • Crise de ausência – a pessoa parece estar “no mundo da lua”. Ela interrompe a fala ou a atividade, fica com o olhar fixo por segundos e retorna sem perceber que parou.
  • Confusão mental – perda de noção de tempo e espaço durante ou logo após a crise.
  • Perda de Consciência – desmaio ou incapacidade de responder a estímulos externos.

 

É importante destacar que muitos pacientes passam por fases específicas antes e depois do sintoma principal:

Aura (o aviso), é o início da crise. O paciente sente algo (medo súbito, cheiro, tontura) que indica que uma crise maior pode estar vindo.

Estado pós-ictal (a recuperação), logo após a crise, onde é comum sentir extrema fadiga, dor de cabeça, sonolência profunda e confusão mental que pode durar de minutos a horas.

 

Como fazer os primeiros socorros

Se você presenciar alguém tendo uma crise convulsiva, o objetivo é proteger, não interromper:

  • Mantenha a calma e cronometre a duração, se passar de cinco minutos, chame o Samu 192.
  • Proteja a cabeça da pessoa com algo macio, com um casaco, toalha, almofada, ou até mochila.
  • Vire a pessoa de lado para que ela não sufoque com a saliva.
  • NUNCA coloque nada na boca e não tente segurar a língua. A língua não enrola.
  • Afaste objetos perigosos que possa estar por perto, como copos, espelhos, ou outras coisas de vidro.
  • Também é indicado buscar ajuda médica imediata, ou chamar um serviço como o Samu se a pessoa não recuperar a consciência após os abalos pararem, caso ocorra uma segunda crise logo após a primeira, ou se a pessoa estiver grávida ou for a primeira crise da vida dela.

 

Diagnóstico e tratamento da epilepsia

O diagnóstico da epilepsia evoluiu muito com a tecnologia, permitindo tratamentos cada vez mais personalizados. O objetivo principal é garantir que o paciente viva sem crises e sem efeitos colaterais impeditivos.

O médico precisa confirmar se a crise foi realmente epiléptica, e não um desmaio comum ou crise de ansiedade, e identificar o tipo de epilepsia.

O histórico clínico é a ferramenta mais importante. Relatos de testemunhas sobre como foi a crise e quanto tempo durou são fundamentais.

No eletroencefalograma (EEG) é possível registrar a atividade elétrica do cérebro. Pode ser feito em repouso, com luzes piscantes ou durante o sono.

Um EEG normal não descarta epilepsia, pois as descargas podem não ocorrer no momento do exame.

Com o vídeo-EEG o paciente fica monitorado por câmeras e eletrodos por 24h ou mais. É o padrão-ouro para crises de difícil diagnóstico.

Já a ressonância magnética serve para procurar a causa estrutural (cicatrizes, tumores ou malformações).

 

O tratamento é escolhido de acordo com o tipo de crise, a idade e o estilo de vida do paciente, podendo incluir:

  • Medicamentos anticonvulsivantes são a primeira linha de tratamento. Eles agem estabilizando a membrana dos neurônios para evitar as descargas elétricas excessivas.

Cerca de 70% dos casos são controlados com o primeiro ou segundo medicamento tentado.

É vital não pular doses, pois a queda do nível do remédio no sangue é o principal gatilho para novas crises.

  • Terapias nutricionais são indicadas principalmente para crianças ou casos de epilepsia refratária, que não respondem a remédios.

Uma dieta muito rica em gorduras e pobre em carboidratos que altera o metabolismo cerebral, ajuda a reduzir a excitabilidade dos neurônios.

  • Neuroestimulação e cirurgia são indicados para os 30% que não respondem bem a medicamentos:

Estimulador do Nervo Vago (VNS) – um pequeno dispositivo, semelhante a um marcapasso, é implantado sob a pele que envia impulsos elétricos ao cérebro.

Cirurgia de epilepsia – se o foco das crises for em uma área pequena e “segura” do cérebro, a remoção dessa lesão pode levar à cura definitiva.

  • Estilo de vida e suporte integrativo, focando a saúde global do paciente:

Gestão do sono – dormir 7-8 horas é parte do tratamento médico.

Canabidiol (CBD) – o uso de CBD purificado está consolidado para tipos específicos de epilepsia grave (como as síndromes de Lennox-Gastaut e Dravet), com regulamentação clara e evidência científica robusta.

Psicoterapia – fundamental para lidar com o impacto emocional e o estigma da condição.

 

Atualmente existem aplicativos de celular integrados a smartwatches que conseguem detectar movimentos de uma crise convulsiva e enviar um alerta com a localização GPS para familiares.

 

Prevenção da epilepsia

Falar em prevenção na epilepsia exige separar dois cenários: evitar que a doença surja (prevenção primária) e evitar que as crises aconteçam em quem já tem o diagnóstico (prevenção secundária).

Como muitas causas são adquiridas ao longo da vida, estima-se que até 25% dos casos de epilepsia poderiam ser evitados com medidas de saúde pública e cuidados pessoais.

 

Para evitar que a doença apareça estas medidas focam em proteger o cérebro de lesões que podem gerar cicatrizes epilépticas:

  • Pré-natal e parto seguro – o acompanhamento médico adequado na gestação previne infecções e garante que o bebê receba oxigênio suficiente no parto, evitando a anóxia (uma das maiores causas de epilepsia infantil).
  • Segurança no trânsito e esportes – o uso de capacetes e cintos de segurança reduz drasticamente o risco de traumatismo craniano, que é um gatilho direto para o surgimento de focos epilépticos.
  • Controle cardiovascular – prevenir a pressão alta, o diabetes e o colesterol alto reduz as chances de um AVC, que é a maior causa de epilepsia em idosos.
  • Saneamento básico e higiene – lavar bem as mãos e os alimentos previne a neurocisticercose (infecção por ovos da tênia no cérebro), que ainda é uma causa comum de epilepsia em regiões com saneamento precário.

 

Para quem já tem a condição, a prevenção foca em manter o limiar convulsivo alto, evitando os gatilhos:

Disciplina com a medicação – o cérebro precisa de níveis constantes do remédio no sangue. Pular uma única dose é o motivo mais comum para crises de escape.

 

Higiene do sono rigorosa – a privação de sono “irrita” os neurônios e facilita as descargas elétricas. Dormir o tempo necessário é, em si, um tratamento preventivo.

Abstinência de álcool e drogas – estas substâncias alteram a química cerebral e podem anular o efeito dos anticonvulsivantes.

Gestão do estresse – onde o estresse crônico desregula o sistema nervoso. Práticas de medicina integrativa, como o Yoga e o Mindfulness, são aliadas comprovadas na redução da frequência das crises.

 

 

Fontes – Biblioteca Virtual em Saúde; Ministério da Saúde; Einstein; HCor; Associação Brasileira de Epilepsia: Portal Drauzio Varella; Rede D’Or São Luiz; Hospital Nove de Julho; e Tua Saúde.

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