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A “marca da borboleta” na face é apenas um dos indícios de que a pessoa tem lúpus

A “marca da borboleta” na face é apenas um dos indícios de que a pessoa tem lúpus

O lúpus é uma doença autoimune, onde o sistema imunológico reage contra as células da própria pessoa; e crônica, ou seja, não tem cura, mas pode ser controlada.

Ele atinge mais mulheres do que homens, se manifestando mais em adultos jovens do que crianças e idosos.

Embora não se tenha como prevenir o lúpus, o diagnóstico precoce e início do tratamento são fundamentais para evitar maiores danos ao organismo.

Evitar a exposição solar, inclusive na rotina diária; e ficar longe do cigarro, seja não fumando e não compartilhando espaço com fumantes, é fundamental para a melhor eficácia do tratamento. Já uma gravidez pode piorar a doença e existe o risco de aborto espontâneo, então, quem pretende optar por uma gestação deve conversar com o seu médico.

 

Causas

As causas do lúpus ainda não são conhecidas, mas estudos apontam que fatores genéticos, hormonais e ambientais estão relacionados com a doença.

A soma da predisposição genética com fatores ambientais, como infecções virais e irradiação solar, altera o sistema imunológico causando inflamação em diversos órgãos.

Em alguns casos os sintomas do lúpus surgem repentinamente, em outros, se desenvolve lentamente.

Os mais comuns são cansaço, desânimo, febre baixa e emagrecimento sem causa aparente.  Geralmente eles estão aliados à inflamação na pele, articulações e outros órgãos como rins, cérebro e membranas que recobrem o pulmão e o coração.

Cerca de 80% das pessoas com lúpus apresentam lesões de pele, sendo que a mais característica é a que traz manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e nariz, que se assemelha a uma borboleta.

Também pode ocorrer a chamada vasculite, que inflama pequenos vasos e causa manchas vermelhas e dolorosas nas pontas dos dedos das mãos ou dos pés.

A pessoa com lúpus também pode apresentar fotossensibilidade, com alta sensibilidade à luz solar, que desencadeia manchas na pele, cansaço ou febre.

Nas articulações o lúpus pode causar dor e inchaço, atingindo especialmente mãos, punhos, joelhos e pés.

Inflamações nas membranas do pulmão e coração, e também nos rins, devem ser investigadas e observadas, mesmo que os sintomas se apresentem de forma leve, para que seja feito o devido controle.

Quando os anticorpos atacam os glóbulos vermelhos, desencadeia uma anemia; o ataque também pode ser contra os glóbulos brancos ou plaquetas, causando a diminuição de ambos. Com isso, podem surgir hematomas pelo corpo e sangramentos.

 

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico do lúpus envolve o estudo do quadro clínico aliado a exames de urina e sangue, para a medição dos anticorpos. A presença de anticorpos como o FAN, Anti-Sm e anti-DNA, são sinais clássicos em quadros da doença.

Também podem ser solicitados outros exames de sangue e/ou de urina, para identificar se há ou não atividade da doença.

O tratamento envolve a mudança de alguns hábitos, como investir em uma proteção solar rigorosa.

São usados alguns medicamentos específicos, com base no quadro de saúde de cada portador do lúpus. É comum a indicação de remédios que também tratam a malária, ou até mesmo imunossupressores. Injeções e cremes para o corpo fazem parte das ações.

Em geral, um paciente com lúpus é tratado por equipe multidisciplinar, já que a doença pode afetar partes diferentes do organismo.

 

Fontes: Sociedade Brasileira de Dermatologia; Sociedade Brasileira de Reumatologia; Ministério da Saúde; Portal MD Saúde