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Incontinência urinária: não deixe que o escape de xixi te proíba de ter uma vida normal

Incontinência urinária: não deixe que o escape de xixi te proíba de ter uma vida normal

De acordo com o Portal da Urologia, a incontinência urinária se dá pela perda involuntária de urina.

O problema pode atingir pessoas de ambos os gêneros e variadas idades, mas se manifesta especialmente em mulheres na fase adulta.

Entre 30% e 40% das mulheres com mais de 40 anos é diagnosticado algum grau de incontinência urinária.

A partir dos 70 anos, a chance de ter incontinência é até cinco vezes maior que na faixa de 20 a 40 anos.

Obesidade, diabetes e doenças neurológicas também podem causar um quadro de incontinência.

Em crianças a incontinência urinária, até os 05 anos, é chamada enurese. Mesmo que já estejam treinadas para ir ao banheiro, até essa idade ainda é comum não ter um controle exato na bexiga, podendo ocorrer perda de urina durante o sono.

 

Procure ajuda

Especialistas ressaltam que, independente da idade é preciso saber que a perda de urina não deve ser vista como algo normal, e se ela acontece é preciso buscar a ajuda de um especialista que possa avaliar a incontinência e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Mais do que um problema físico, são muitos os relatos de pessoas que sofrem abalos emocionais diante do quadro.

São três os tipos mais comuns de incontinência urinária:

De esforço ou estresse – quando a perda da urina se dá em atividades onde o corpo passa por algum esforço, muitas vezes até pequeno, mas que faz com o xixi escape.

Alguns exemplos são: pular, rir, espirrar, vomitar, carregar peso e fazer atividades físicas.

Esse tipo de incontinência urinária acontece quando os músculos do assoalho pélvico, que fazem a sustentação da uretra, estão enfraquecidos. Isso pode acontecer depois de um parto, trauma, diante do sobrepeso e alterações hormonais como as da menopausa.

De urgência – a principal característica desse tipo de incontinência urinária é a urgência de ir ao banheiro, que surge de forma repentina. O desconforto está em, muitas vezes, a pessoa não conseguir chegar ao banheiro a tempo, e acabar urinando na roupa.

Essa necessidade urgente pode, inclusive, surgir pouco depois de a pessoa ter ido ao banheiro.

Ela se dá por uma contração involuntária da bexiga, podendo estar associada à bexiga hiperativa.

Mista – como o próprio nome sugere, a incontinência urinária mista é uma associação entre a de urgência e a de esforço/estresse. Isso faz com que a pessoa apresente sintomas associados dos dois tipos.

 

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico da incontinência urinária se dá pelo histórico do paciente, avaliação clínica e alguns exames como laboratoriais e o de urodinâmica, que mede o fluxo urinário e o enchimento e esvaziamento da bexiga.

Em casos de incontinência leve, que não interfere na saúde e qualidade de vida da pessoa, muitas vezes nem há uma necessidade de tratamento específico.

Quando ela está associada a problemas renais e infecções urinárias é fundamental que seja feito o tratamento.

Também existem casos em que as pessoas se sentem muito incomodadas e até mesmo envergonhadas por terem incontinência urinária, pelas perdas de urina em espaços públicos, por exalarem mau cheiro e isso faz com que ela se afaste da convivência social, podendo até mesmo entrar em quadros depressivos. Nestes casos também é preciso fazer o tratamento adequado, resgatando a qualidade de vida.

O médico irá indicar o melhor tratamento com base no diagnóstico individualizado.

Para os casos de incontinência urinária de urgência é comum o uso de medicamentos.

Quando se trata de incontinência urinária de esforço é preciso avaliar o grau. Muitas vezes, a mudança no estilo de vida e melhora do quadro de obesidade e outras doenças associadas, podem controlar a perda involuntária de urina.

Também pode ser indicada fisioterapia para uma melhor resistência da bexiga e assoalho pélvico.

Outra possibilidade é o tratamento cirúrgico, que apresenta técnicas variadas. Elas estão cada vez menos invasivas, diminuindo seu risco e tornando a recuperação mais rápida.

 

 

 

Fontes: Portal da Urologia, Ministério da Saúde e Boston Scientific