Outubro Rosa: hábitos saudáveis podem evitar até 30% dos casos de câncer de mama

Outubro Rosa: hábitos saudáveis podem evitar até 30% dos casos de câncer de mama

Outubro Rosa é uma campanha mundial que chama a atenção para o câncer de mama, que é o segundo tipo que mais acomete mulheres no Brasil.

Quando falamos de prevenção do câncer de mama é preciso pensar na diminuição dos fatores de risco.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:

  •   Alimentar-se de forma saudável e equilibrada, priorizando a ingestão de verduras, legumes e frutas;
  •   Praticar atividades físicas rotineiramente;
  •   Manter o peso corporal adequado;
  •   Não fumar;
  •   Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  •   Amamentar; e
  •   Evitar o uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal (fale com o seu médico).

 

Também é fundamental que a mulheres façam exames preventivos periódicos, desde a adolescência, sendo que a mamografia vai entrar na rotina por volta dos 45 anos. Cada médico, conhecendo o histórico de saúde da paciente, bem como fatores de risco genético, pode adiantar ou atrasar a solicitação da mamografia.

Alguns fatores que podem agravar o risco de desenvolver a doença são:

  •   Histórico familiar de câncer de ovário ou de mama;
  •   Primeira menstruação antes dos 12 anos;
  •   Menopausa após os 55 anos;
  •   Exposição frequente a radiações ionizantes; e
  •   Não seguir uma rotina saudável.

 

Conheça seu corpo

É importante que as mulheres conheçam seus corpos e toquem suas mamas sempre que se sentirem a vontade, isso fará com que consigam perceber sinais de que, algo está diferente e procurar ajuda especializada.

É natural que surja o receio de um diagnóstico de câncer, mas lembre-se que, quanto antes é diagnosticado e tratado, maiores são as chances de cura.

Quando estiver observando e tocando suas mamas, é importante que a mulher observe alguns sinais como:

  •   Secreção no mamilo, que pode ser com sinais de sangue, ou não;
  •   Dor incomum no mamilo (aqui não estamos falando da sensibilidade aumentada no período menstrual), e até sua inversão, com ele se voltando para dentro;
  •   Surgimento de nódulos (caroço) no seio ou axila. Eles podem dor ou não, e também variar entre duros e irregulares e macios e redondos;
  •   Retração da pele, ou irritação, que a deixa com um aspecto semelhante ao da casca de laranja;
  •   Inchaço em alguma parte da mama, que apresente um tipo de febre local, ficando quente e vermelha;
  •   Descamação do mamilo ou da pele da mama; e
  •   Ulcera na pele da mama, com cheiro desagradável.

 

Atenção: o autoexame não deve substituir o exame clínico das mamas e nem a mamografia. Os três devem ser combinados.

Tratamento

A indicação do tratamento vai depender da avaliação individualizada de cada paciente.

As opções estão cada vez mais eficientes e abrangentes, sendo que hoje estão disponíveis cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica, que podem ser combinadas entre si, ou independentes.

Converse com o seu médico e esclareça todas as suas dúvidas sobre o protocolo que ele indicar para o seu caso.

 

Reconstrução Mamária

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a reconstrução mamária para mulheres que, devido ao câncer, fizeram a retirada da(s) mama(s) ou parte(s) dela(s).

A reconstrução mamária deve ser feita de acordo com a possibilidade clínica e preferência da mulher.

De acordo com a Lei nº 12.802, a cirurgia de reconstrução deve ser, prioritariamente, realizada no mesmo momento de retirada da mama. Porém, em alguns casos, pode não ser clinicamente indicado o procedimento para esse momento.

Quando isso acontece, a paciente é encaminhada para acompanhamento e terá direito de fazer a cirurgia quando o médico avaliar que as condições clínicas são adequadas.

A decisão sobre o melhor momento para se fazer a reconstrução é feita com base em vários fatores, entre eles a avaliação da área afetada, evitando assim possíveis infecções ou rejeição da prótese. Avaliado o quadro clínico, é respeitada a vontade e escolha da paciente.

 

Fontes: Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer e Femama.