Teste da Orelhinha: Deficiência Auditiva Dificulta Fala e Aprendizagem

Teste da Orelhinha: Deficiência Auditiva Dificulta Fala e Aprendizagem

A surdez é considerada a mais comum das doenças que podem ser diagnosticadas no nascimento.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Pediatria a surdez atinge um em cada três mil nascidos no Brasil.

Para saber se o recém-nascido tem problemas de audição é obrigatório, desde 2010, a realização do teste da orelhinha, também chamado de triagem auditiva neonatal.

O Conselho Federal de Fonoaudiologia recomenda que o exame seja realizado ainda na maternidade, antes da alta hospitalar.

O teste da orelhinha é gratuito em toda rede pública de saúde.

Crianças que nascem fora do ambiente hospitalar devem fazer o teste da orelhinha antes de completarem três meses de vida.

Teste da Orelhinha

O teste da orelhinha é feito com o bebê dormindo naturalmente, e pode ser realizado a partir de 48 horas de vida. É indolor e rápido, levando entre cinco e dez minutos.

O teste da orelhinha é fundamental, pois é através da audição que se inicia o desenvolvimento da linguagem. Ou seja, se a criança não ouvir adequadamente, terá problemas com a fala.

O fonoaudiólogo coloca um aparelho de emissões otoacústicas evocadas, que produz estímulos sonoros leves e mede o retorno desses estímulos de estruturas do ouvido interno.

Quando detectado algum problema, o bebê é encaminhado para um serviço de diagnóstico, onde serão realizados a avaliação otorrinolaringológica e exames complementares.

O teste deve ser realizado nas duas orelhas e pode ser repetido após 30 dias, especialmente quando a alteração é apenas é um ouvido, devido ao bebê apresentar líquido, que pode ser o líquido amniótico.

Problemas auditivos geralmente são causados por malformações congênitas, doenças genéticas ou infecciosas que atingem as gestantes, como rubéola e toxoplasmose.

Detecção Precoce

E por que é importante detectar precocemente se o bebê tem algum grau de surdez?

Quanto antes detectado o problema, antes de inicia o tratamento, permitindo que a criança tenha desenvolvimento neuropsicomotor e aquisição da fala próximos do normal.

A criança será acompanhada por médico otorrinolaringologista, e por fonoaudiólogo especializado em reabilitação auditiva.

O bebê deve ser encaminhado para um programa de intervenção precoce, onde a família também será orientada. Os profissionais envolvidos farão a preparação para o uso de aparelhos de amplificação ou implante coclear e terapia fonoaudiológica.

Fontes – Biblioteca Virtual em Saúde/ Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Pediatria; Revista Crescer; e Tua Saúde

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