Contaminação pelo vírus HIV ainda é crescente entre homens jovens

Contaminação pelo vírus HIV ainda é crescente entre homens jovens

A AIDS é causada pela infecção do vírus da imunodeficiência humana, o HIV.

Esse vírus ataca o sistema imunológico, que fica mais suscetível a não reagir a doenças oportunistas, e algo que parecia simples pode levar a morte.

De 2007 até junho de 2017, foram notificados no Sinan 194.217 casos de infecção pelo HIV no Brasil,

É importante ressalta que ter HIV não é a mesma coisa que ter AIDS, isso porque muitas pessoas soropositivas podem levar anos para apresentar sintomas e desenvolver a doença.

O problema é que, ainda assim, podem transmitir o vírus da AIDS a outras pessoas.

Contaminação pelo vírus HIV

As maneiras mais comuns de transmissão do HIV são: relações sexuais desprotegidas; compartilhamento de seringas contaminadas; de mãe para filho durante a gravidez, parto ou amamentação; e transfusão de sangue contaminado.

Toda pessoa que passa por uma situação de risco deve fazer o teste anti-HIV.

O diagnóstico se dá pela análise do sangue ou fluido oral.

No Brasil existem os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos, e eles são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Dados

Segundo dados do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids de 2017, (números registrados no segundo semestre de 2016 e no primeiro semestre de 2017) a taxa de detecção de casos de AIDS foi de 18,5 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 5,2% em relação a 2015.

No tocante à mortalidade, observa-se uma queda de 7,2%, a partir de 2014, passando de 5,7 óbitos por 100 mil habitantes; para 5,2 óbitos, em 2016, um dos motivos seria a ampliação do acesso ao tratamento para todos.

Em relação à faixa etária, a taxa de detecção quase triplicou entre os homens de 15 a 19 anos, passando de 2,4 casos por 100 mil habitantes em 2006 para 6,7 casos em 2016.

Entre os com 20 a 24 anos passou de 16 casos de AIDS por 100 mil habitantes, em 2006, para 33,9 casos em 2016.

Já nas mulheres, houve aumento da doença entre 15 a 19 anos, passando de 3,6 casos para 4,1. Também há crescimento em maiores de 60 anos, passando de 5,6 para 6,4 casos por 100 mil habitantes.

Também foi registrado, nos últimos dez anos, uma tendência de queda de casos em mulheres e aumento em homens. Em 2016, foram 22 casos de AIDS em homens para cada 10 casos em mulheres.

Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Ao ocorrer à infecção pelo vírus causador da AIDS o organismo leva de 30 a 60 dias para produzir anticorpos anti-HIV, é quando aparecem sintomas parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar, muitas vezes passando despercebida.

Depois vem o período que pode durar anos, e geralmente é assintomático, que é quando acontece a interação entre as células de defesa e as constantes mutações do vírus.

Na sequencia é a fase onde, devido aos ataques, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência, deixando o organismo vulnerável. É comum aparecer sintomas como febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que é o estágio mais avançado da AIDS. Mas quem diagnostica a doença e faz o tratamento adequadamente, dificilmente passa por isso.

Assim como em outras doenças, quanto antes a pessoa fica sabendo que é HIV positivo, maior será sua expectativa de vida, além de poder redobrar os cuidados para não contaminar outras pessoas.

Além disso, as mães que vivem com HIV têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto.

O tratamento para o HIV é feito pelo uso dos chamados, medicamentos antirretrovirais, que visam impedir a multiplicação do vírus no organismo.

Atualmente, o Brasil distribui gratuitamente os ARV a todas as pessoas vivendo com HIV que necessitam de tratamento. Existem 22 medicamentos, em 38 apresentações farmacêuticas. A rede pública de saúde faz distribuição gratuita.

A prevenção depende dos cuidados de cada pessoa e se dá, primordialmente, pelo uso de preservativos em todas as relações sexuais, alem de fazer compartilhar agulhas e seringas.

Fontes – Ministério da Saúde; e Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais.

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