O teste do pezinho, como é popularmente conhecido o “teste de triagem neonatal biológica” é um exame obrigatório, que pode ser realizado na rede particular ou pública, através do Sistema Único de Saúde.
A coleta do exame deve ser feita, preferencialmente, entre o 3º e 5º dia de vida do bebê, seja ainda na maternidade ou em unidades de saúde aptas ao procedimento.
O teste do pezinho coleta uma amostra de sangue, que é retirada do calcanhar do bebê, uma região rica em vasos sanguíneos e menos dolorosa. É apenas um furinho e algumas gotas de sangue que irão para a análise.
Bebês que, por diversos motivos, não tenham realizado o teste do pezinho no período neonatal indicado, devem passar pela avaliação médica, para uma melhor orientação quanto ao diagnóstico.
Teste do Pezinho
O teste do pezinho realizado na rede pública é capaz de detectar as seguintes doenças:
- hipotireoidismo congênito – quando a tireoide do bebê não produz, ou produz menos que o normal, o hormônio tireoidiano (T4), essencial para o desenvolvimento da criança.
- fenilcetonúria – provocada por um erro inato do metabolismo, caracterizado pelo acúmulo da fenilalanina no sangue.
- doença falciforme e outras hemoglobinopatias – doenças de herança genética em que há alteração da forma ou na quantidade de hemoglobina, componente essencial do sangue que transporta o oxigênio para os tecidos.
- fibrose cística – doença genética hereditária em que há o acúmulo de secreções nos pulmões, trato digestivo e outras áreas do corpo.
- deficiência de biotinidase – causada por erro inato do metabolismo que leva a um defeito na produção da enzima biotina.
- hiperplasia adrenal congênita – engloba um conjunto de alterações genéticas caracterizadas por diferentes deficiências enzimáticas na produção de hormônios nas glândulas suprarrenais (localizadas logo acima dos rins).
Em casos onde o resultado do teste do pezinho apresenta alterações, são feitos novos exames no bebê, para que seja confirmada, ou não, a doença.
Quanto antes um problema de saúde é diagnosticado, mais precocemente se inicia o acompanhamento ou tratamento, ampliando as chances de cura.
Tratamentos feitos de forma precoce são mais eficazes para diminuir as chances da criança ter a doença agravada.
Fontes: Blog da Saúde/Ministério da Saúde; Agência Brasil (link – Saúde); e Minha Vida (link- Saúde)

