Acessibilidade garante o direito dos deficientes viverem com independência

Acessibilidade garante o direito dos deficientes viverem com independência

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 45,6 milhões de pessoas tem algum tipo de deficiência, o que corresponde a 23,91% da população brasileira.

Mas será que todas essas pessoas conseguem usar a acessibilidade? Segundo o Ministério da Saúde o termo significa incluir a pessoa com deficiência na participação de atividades como o uso de produtos, serviços e informações.

A acessibilidade garante a melhoria da qualidade de vida das pessoas, contribuindo para o desenvolvimento inclusivo e sustentável, possibilitando que pessoas com deficiência vivam de forma independente e participem de todos os aspectos da vida.

Assim, segundo a Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens, da Organização das Nações Unidas, deficiência é qualquer perda ou anormalidade relacionada à estrutura ou à função psicológica, fisiológica ou anatômica.

No quesito acessibilidade, a Constituição prevê a igualdade material entre todos, sendo responsabilidade do governo criar condições capazes de fazer com que as pessoas que enfrentam situações desiguais consigam atingir os mesmos objetivos.

Acessibilidade é a garantia plena do direito de ir, vir e permanecer, que embora seja muito abordado atualmente, ainda está longe de ser aplicado de forma ideal.

Acessibilidade

Conheça alguns direitos adquiridos pelos deficientes para garantir sua acessibilidade.

– Cota que determina a contratação, por empresas com mais de 100 funcionários, de 2% a 5% de pessoas com deficiência.
– Transportes coletivos como ônibus, aviões e metrô devem dispor de acessibilidade para deficientes, como rampas e plataformas, além de acentos preferenciais, inclusive com espaço para cão-guia que tem acesso liberado e gratuito.
– Locais de atendimento devem ter balcão rebaixado para atender confortavelmente cadeirantes.
– Telefones públicos rebaixados, e com dispositivo para deficientes auditivos também estão entre as acessibilidades.
– Elevadores com acessibilidade são os que contam com sinalização em Braille e orientação sonora.
– Banheiros com acessibilidade são os adaptados com barras de apoio junto ao vaso sanitário e chuveiro, e para receber cadeirantes deve ter pia rebaixada e espelho inclinado.
– As portas para cadeirantes devem ter no mínimo 80 centímetros de largura.
– Estacionamento preferencial para pessoas com deficiência.
– Cardápio em Braile em restaurantes e lanchonetes.
– Quando o assunto é facilitar a locomoção é fundamental que, para que se tenha acessibilidade existam guias rebaixadas, o que facilita o ir e vir de cadeirantes, carrinhos de bebês, idosos e pessoas que utilizam bengalas e muletas.
– Para os deficientes visuais é preciso instalar o piso podotátil, nos quais a textura orienta a locomoção segura.
– Cinema é a diversão preferida de muitas pessoas, mas ainda são poucas as salas com acessibilidade para deficientes visuais.

O recurso a ser disponibilizado é a audiodescrição. A pessoa recebe fones de ouvido na entrada, onde além de acompanhar os diálogos, consegue saber o que está acontecendo na tela em momentos onde não existem falas dos personagens.
* Acompanhando a tendência tecnológica, é preciso oferecer acessibilidade virtual. Algumas ferramentas para se disponibilizar são:
* Leitor de tela: software que lê o texto da tela e transforma em voz; ou um display Braille.
* Navegador textual: é um navegador baseado em texto, diferente dos navegadores com interface gráfica em que as imagens são carregadas.
* Navegador orientado pela voz.
* Ampliador de tela: software que amplia o conteúdo da página para facilitar a leitura.
* Teclado alternativo: fornecendo um modo alternativo de dispor as teclas.

Fontes: Ministério da Saúde; Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Portal Politize e Guia Brasil Para Todos.

Faça Um Cometário

Your email address will not be published.