Glaucoma é a principal causa da cegueira irreversível, mas pode ser controlada

Glaucoma é a principal causa da cegueira irreversível, mas pode ser controlada

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo.

Estima-se que em 2020 haverá, em todo o mundo, 79,6 milhões de pessoas com glaucoma.

No Brasil, estimativas apontam um milhão de casos da doença.

O glaucoma é responsável por 12,3% dos casos de perda de visão em adultos, sendo que a prevalência aumenta com a idade.

Como o glaucoma não apresenta sintomas em sua fase inicial, muitas vezes é descoberto quando a pessoa já perdeu uma quantidade significativa da visão, e essa cegueira é irreversível.

Quando é diagnosticado precocemente, existe uma chance grande de evitar a perda da visão.

Glaucoma

O glaucoma é causado pelo dano progressivo ao nervo óptico, no ponto onde ele deixa o olho para transportar informações visuais ao cérebro.

Há dois tipos de glaucoma: ângulo aberto – gradual, lento e assintomático e responde por 90% dos casos; ângulo fechado – pode ocasionar dores de cabeça, dor no olho, auréolas de arco-íris ao redor das luzes, náusea e vômitos.

Na maioria dos casos o glaucoma atinge os dois olhos, sendo a herança genética que influencia no seu aparecimento.

Seus principais fatores de risco são:
– ser maior de 50 anos;
– ter histórico familiar da doença;
– ser afrodescendente;
– ter a pressão do olho elevada;
– ter diabetes; e
– fazer uso prolongado de corticoides.

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia recomenda consultas anuais a todos que já têm 40 anos ou mais.

Diagnóstico

Para detectar o glaucoma é necessário fazer um exame oftalmológico onde é medida a pressão intraocular.

O procedimento é simples e indolor.

Entre os exames utilizados para a confirmação do diagnóstico estão: campo visual, tonometria e exame do disco óptico.

Tratamento

O tratamento clínico é feito com colírios que baixam a pressão intraocular, e deve ser mantido sempre que possível.

A eficácia do tratamento com colírio depende da disciplina do paciente em utilizar a quantidade recomendada.

Também pode ser necessária medicação via oral.

O laser é indicado quando o tratamento com colírio não produz o efeito desejado. Porém, será necessário o uso de medicamentos mesmo após o laser.

O tratamento cirúrgico, por ser mais invasivo, costuma ser recomendado apenas quando as outras possibilidades não mostraram eficiência.

A cirurgia de incisão é a última alternativa. Implica em criar um novo sistema de drenagem para o olho.

Fontes: Sociedade Brasileira de Oftalmologia; Portal Brasil/Ministério da Saúde; e Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma.

 

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