Números da doença de Alzheimer devem aumentar com o crescimento da expectativa de vida

Números da doença de Alzheimer devem aumentar com o crescimento da expectativa de vida

A doença de Alzheimer está na categoria crônica, ou seja, não tem cura. Além disso, costuma piorar com o passar dos anos.

Trata-se de uma demência neurodegenerativa que atinge principalmente aos idosos.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a doença de Alzheimer é responsável por 60% a 70% dos casos de demência.

Estima-se que no mundo 47 milhões de pessoas sofram de demência e, a cada ano, 10 milhões de novos casos são registrados.

No Brasil, são cerca de 1,2 milhão de pessoas com a doença de Alzheimer nos mais variados níveis.

E mais, com o aumento da expectativa de vida esse número deve crescer consideravelmente até 2050.

Causas

Atualmente acredita-se que a doença de Alzheimer se dê por uma combinação de fatores.

  • Genética – alterações em alguns genes que influenciam no funcionamento do cérebro como: APP, apoE, PSEN1 e PSEN2, que podem estar relacionados com lesões nos neurônios que levam à doença de Alzheimer. Ainda assim, menos da metade dos casos se dá por fator hereditário, quando aparece em pessoas entre 40 e 50 anos, tendo uma piora muito rápida.  A doença de Alzheimer se manifesta mais de forma esporádica, atingindo pessoas a partir dos 60 anos.
  • Proteína acumulada – pessoas com a doença de Alzheimer têm um acúmulo anormal de proteínas Beta-amiloide e Tau, que causam inflamação, desorganização e destruição das células neuronais, principalmente nas regiões do cérebro chamadas de hipocampo e córtex.
  • Diminuição da acetilcolina – é um importante neurotransmissor liberado pelos neurônios, com um papel muito importante para transmitir os impulsos nervosos do cérebro e permitir que ele funcione adequadamente.
  • Ambiente – a doença de Alzheimer, quando na categoria esporádica, pode se manifestar devido a condições influenciadas pelos nossos hábitos, e que causam inflamação no cérebro, como: excesso de radicais livres; colesterol elevado; aterosclerose (acúmulo de gordura nos vasos); maiores de 60 anos; lesão cerebral; e exposição a metais pesados, como o mercúrio e alumínio.

Sintomas e Diagnóstico

São sintomas comuns da doença de Alzheimer:

  • Perda de memória para acontecimentos recentes;
  • Fala repetitiva;
  • Confusão mental e dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos;
  • Irritabilidade/agressividade;
  • Não reconhecer pessoas conhecidas ou da família;
  • Perda da coordenação motora; e
  • Dificuldade para encontrar caminhos conhecidos, dirigindo ou caminhando.

Testes de raciocínio (miniexame do estado mental) e influência verbal; ressonância magnética do encéfalo; exames clínicos e de sangue; e coleta do líquido céfalo-raquidiano, fazem parte do protocolo de diagnóstico da doença de Alzheimer.

Tratamento

O objetivo do tratamento é retardar a evolução da doença de Alzheimer, preservando por mais tempo as funções intelectuais.

A doença de Alzheimer tem quatro estágios: inicial; moderado; grave e terminal. E quanto antes for diagnosticada, melhores os resultados do tratamento.

Atualmente várias medicações para a doença de Alzheimer estão disponíveis, inclusive pelo Sistema Único de Saúde. Entre elas está a rivastigmina, nas versões comprimido, solução oral e adesivo transdérmico (a medicação é absorvida pelo organismo ao longo do dia). A rivastigmina aumenta a acetilcolina, que é reduzida no cérebro de quem tem Alzheimer.

Outros medicamentos disponíveis são: donepezila, galantamina e a memantina.

Também são eficientes alguns estímulos como fisioterapia, terapia ocupacional e psicoterapia.

Hábitos saudáveis de alimentação, exercícios físicos e atividades que mantenham o cérebro ativo ajudam na prevenção da doença de Alzheimer.

 

Fontes – Portais: Biblioteca Virtual em Saúde/Ministério da Saúde; Tua Saúde (link – Doenças Degenerativas); Portal IG (link – Saúde); Portal Saúde (link – Medicina).

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