Previna-se: afogamento está entre as principais causas de morte acidental

O afogamento é a quarta causa de morte acidental em adultos e a terceira em crianças e adolescentes de todo o mundo.

Por isso, estando no mar, rios ou piscinas é preciso ser prudente.

Em geral, o afogamento ocorre por asfixia, devido à aspiração da água, que obstrui as vias aéreas e é responsável por alterações nas trocas gasosas, levando a uma insuficiência das taxas de oxigênio no sangue e acidose metabólica.

Os sintomas de um afogamento variam de acordo com a gravidade do caso, e estão associados ao tempo de submersão, à temperatura da água, ao volume ingerido e ao comprometimento pulmonar.

Em alguns casos de afogamento a pessoa pode perder a consciência, se ela estiver consciente mostra-se agitada.

É comum que pessoas que passam por afogamento tenham náuseas, vômitos, distensão abdominal, dor de cabeça e no peito, hipotermia, espuma rosada na boca e no nariz, queda da pressão arterial, apneia e parada cardiorrespiratória.

Ao presenciar um afogamento, acione imediatamente um bombeiro ou salva vidas, que são profissionais preparados para esse tipo de socorro.

É comum, ao vermos uma pessoa se afogando, tentar salvá-la. Porém, o indicado é oferecer-lhe um objetivo que possa ajudá-lo a flutuar, pois estando em um momento de desespero a pessoa pode arrastar quem está prestando o socorro e colocar essa vida em risco.

Ao tirar a pessoa da água logo após o afogamento, devem ser iniciadas as manobras de recuperação cardiorrespiratória ou cardiopulmonar, para combater a insuficiência de oxigênio no sangue.

O próximo passo é retirar as roupas molhadas da vítima e elevar sua temperatura  corporal, no caso de apresentar hipotermia.

Se houver suspeita de lesão é necessário proteger a coluna cervical e iniciar a respiração boca a boca.

No hospital o tratamento segue de acordo com as necessidades da vítima de afogamento.

 

Afogamento

            Fique atento as dicas abaixo e diminua os riscos de afogamento:

  •  estando no mar ou em clubes, procure sempre nadar perto de um guarda-vidas;
  •  não superestime sua capacidade de nadar – 46,6% dos afogados acham que sabem nadar;
  •  nade longe de pedras, estacas ou píeres;
  •  não ingira bebidas alcoólicas antes de entrar na água;
  •   não entre na água depois de refeições;
  •   antes de mergulhar cerifique-se da profundidade;
  •  evite choque térmico – antes de entrar na água, molhe a face e a nuca;
  •   em embarcações utilize sempre o colete salva-vidas, no tamanho ideal pra você. O equipamento é o mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outras opções infláveis passam uma falsa segurança, mas podem estourar ou virar a qualquer momento;
  •   crianças devem estar sempre sob a supervisão de um adulto, mesmo que ela esteja de boia e saiba nadar;
  •  quem tem piscina e criança em casa, deve manter a piscina isolada, para evitar qualquer incidente;
  •  crianças devem ser incentivadas a aprenderem a flutuar a partir de um ano e nadar a partir de quatro anos; e
  •   fique atendo: crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio.

Fontes – Drauzio Varela (link – doenças e sintomas); Criança Segura; Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Paraná; e Corpo de Bombeiros Voluntário – Nova Petrópolis

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