Hanseníase já matou milhares de pessoas,  mas hoje pode ser curada com o tratamento adequado

A hanseníase é uma doença infecciosa milenar, que antigamente era chamada de lepra. 

Causada por uma bactéria, o bacilo de Hansen, a hanseníase já tirou a vida de milhares de pessoas, mas atualmente tem cura. Porém, quando não é tratada de forma adequada, pode deixar sequelas.

A hanseníase atinge principalmente pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas.

Os sintomas mais comuns da hanseníase são:

  •  manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, mas especialmente em mãos, pés, orelhas, face, tronco e nádegas; com perda ou alteração de sensibilidade – térmica (não sente calor nem frio no local), tátil (não sente o toque) e à dor.
  •  área de pele seca e com falta de suor, queda de pelos (especialmente nas sobrancelhas) e sensação de formigamento;
  •  dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas; inchaço de mãos e pés e diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos; e
  •  úlceras nas pernas e pés; nódulos no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; febre, edemas e dor nas juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; ressecamento nos olhos.

 

A transmissão da hanseníase se dá pela convivência muito próxima e prolongada com portadores da doença que se apresenta na forma transmissora, e que não esteja em tratamento. Gotículas de saliva ou secreções do nariz são as responsáveis pela contaminação.

Estima-se que 90% da população tenha defesa contra a hanseníase. O período de incubação dura de seis meses a cinco anos e sua manifestação varia de acordo com a genética de cada pessoa.

 

Diagnóstico e Prevenção

Em geral, a hanseníase é diagnosticada clinicamente, através de exame geral.

Exames dermatológicos e neurológicos identificam lesões e áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos.

A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

Além disso, poder ser indicada a vacina BCG para melhorar a resposta imunológica dos contatos do paciente. Assim, a cadeia de transmissão da doença pode ser interrompida.  

 

Tratamento

O tratamento para a hanseníase é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

Chamado de poliquimioterápico, é a forma recomendada pela Organização Mundial de Saúde, que associa rifampicina, dapsona e clofazimina.

Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que costuma ocorrer quando se utiliza apenas um medicamento, o que impossibilita a cura da doença.

O tempo de tratamento da hanseníase varia entre seis meses, nas formas paucibacilares, e um ano, nos multibacilares, podendo ser prorrogado ou feita a substituição da medicação em casos especiais.

A hanseníase pode ser curada. Além disso, após a primeira dose da medicação anula-se o risco de transmissão durante o tratamento.  

Fontes – Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Dermatologia

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