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Saiba mais sobre os tipos mais graves de hepatites e seus tratamentos

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as hepatites virais matam no mundo quase 1 milhão e meio de pessoas. Num país cheio de desigualdades como o Brasil, onde milhões não têm acesso à água tratada, moram em residências próximas a esgoto que corre a céu aberto e onde mais de 55% dos jovens dizem não usarem preservativo, os números também são altos. Em 2020 foram quase 40 notificações de novas vítimas que contraíram a doença causada por 5 tipos de vírus: A, B, C, D e E.

Apesar da gravidade, a hepatite é uma doença silenciosa. Muitas pessoas não sabem que carregam o vírus. No Brasil, o tipo de infecção mais comum é o C, que ocorre pelo uso de drogas injetáveis, transfusões de sangue e, com menos frequência, por relações sexuais.

Complicações

Os infectados pelo vírus da hepatite tipo C podem desenvolver uma inflamação crônica no fígado que, nos casos mais graves, evoluem para uma cirrose hepática.

Mas existem tratamentos, com medicamentos, que devem ser tomados num período de 8 a 24 semanas e que levam à cura de cerca de 95% dos pacientes.

Já o tipo D, considerado o mais grave, só atinge pessoas que já foram infectadas pelo vírus do tipo B. Essa forma de hepatite não tem cura e pode evoluir rapidamente para a cirrose e também há risco maior de desenvolvimento de câncer no fígado. O contágio para esse tipo de hepatite ocorre principalmente durante as relações sexuais, durante o parto, ou compartilhamento de objetos cortantes. O tratamento, nesse caso, apenas controla os danos causados ao fígado.

Prevenção e vacina

As principais armas contra a hepatite são prevenção e vacina. Para prevenir, não faça sexo sem preservativo, ou compartilhe qualquer objeto que possa estar contaminado. Já a vacinação está disponível para o tipo B, o que diminui as chances de um contágio pelo vírus do tipo D. Vale lembrar ainda que o diagnóstico precoce é de suma importância. Exames periódicos e doações de sangue podem identificar o vírus, que talvez o indivíduo nem saiba que carregue.

Fonte: Organização Mundial da Saúde