O tabagismo continua sendo a principal causa de morte evitável em todo o mundo

O tabagismo continua sendo a principal  causa de morte evitável em todo o mundo

Dados a Organização Mundial da Saúde apontam que o tabagismo mata mais de sete milhões de pessoas anualmente.

O tabagismo também é responsável por cerca de 16% de todas as mortes provocadas por doenças crônicas não transmissíveis.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde aponta o tabagismo como a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Pesquisas comprovam que, aproximadamente, 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina, no mundo, fumam.

No Brasil os números do tabagismo ainda são alarmantes, embora exista uma diminuição ao longo dos últimos 25 anos.

Neste período, a percentagem de fumantes diminuiu de 29% para 12% entre os homens; e de 19% para 8% entre as mulheres.

Ainda assim, o Brasil representa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes (7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens).

O Brasil tem prejuízo anual de R$ 56,9 bilhões com o tabagismo.

Desse total, R$ 39,4 bilhões são gastos com despesas médicas e R$ 17,5 bilhões com custos indiretos ligados à perda de produtividade causada por incapacitação de trabalhadores ou morte prematura.

Tabagismo

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o tabagismo é responsável por aproximadamente 30% das mortes por câncer de maneira geral, e tem relação com câncer de: pulmão, cavidade oral, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo do útero e leucemias.

Fumantes chegam a ter 20 vezes mais chances de desenvolver um câncer no pulmão do que os não fumantes.

O tabagismo causa dependência, primeiramente, devido à nicotina.

Ao ser inalada ela se liga aos receptores nicotínicos cerebrais localizados na região chamada de sistema de recompensa cerebral (SRC) que são ativados liberando a dopamina, neurotransmissor que causa sensações de prazer.

O tabagismo também é responsável por:
– 25% das mortes causadas por doença coronariana;
– 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;
– 85% das mortes causadas por bronquite crônica e enfisema pulmonar; e
– 25% das doenças vasculares (entre elas o derrame cerebral).

Muitas vezes a pessoa só deixa o tabagismo quando já existe outra doença instalada, por isso é comum que ex-fumantes dependam de medicamentos e aparelhos que o ajudem a ter qualidade de vida.

Alguns exemplos são:
– Respiron e Shaker: indicados para quadros de hipersecreção associados a infecções pulmonares e enfisema; e
– Oxigenoterapia (concentradores e cilindros de oxigênio) e inaladores: indicados para tabagistas crônicos com distúrbios respiratórios em geral.

Deixe o Tabagismo

Veja o que acontece no organismo de quem deixa o tabagismo:
– após 20 minutos: a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;
– após duas horas: não há mais nicotina no seu sangue;
– após 8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
– após dois dias: seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor;
– após três semanas: a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora;
– após 10 anos: o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou; e
– após 20 anos: o risco de desenvolver câncer de pulmão será quase igual ao de quem nunca fumou.

Fontes: Instituto Nacional de Câncer; Revista Veja (link – Saúde); Agência Brasil (link – Geral); e Minha Vida (link – Saúde)

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