A trombose é uma condição médica que ocorre quando um coágulo sanguíneo (trombo) se forma em um vaso sanguíneo, obstruindo o fluxo normal do sangue.
Isso pode acontecer em veias (trombose venosa) ou artérias (trombose arterial).
A trombose venosa profunda (TVP) acontece quando um coágulo se forma em uma veia profunda, geralmente nas pernas. É uma condição séria, pois o coágulo pode se soltar e viajar até os pulmões, causando uma embolia pulmonar.
Já a trombose arterial ocorre em artérias e pode resultar em condições graves, como infarto do miocárdio (ataque cardíaco) ou acidente vascular cerebral (AVC), dependendo da localização do coágulo.
Estima-se que a trombose venosa profunda afete entre uma ou duas pessoas a cada mil, por ano, no Brasil. A prevalência pode ser maior em populações com fatores de risco elevados, como pacientes hospitalizados.
A embolia pulmonar, que pode ser uma complicação gravíssima da trombose, é responsável por cerca de 10% das mortes hospitalares no Brasil. Dados mostram a embolia pulmonar como uma das principais causas de morte no pós-operatório.
Os fatores de risco para a trombose incluem:
- Ficar em repouso por longos períodos, como em viagens longas de avião ou após cirurgias.
- O risco aumenta com a idade, especialmente após os 60 anos.
- Condições como câncer, doenças cardíacas e doenças pulmonares aumentam o risco.
- O excesso de peso pode aumentar a pressão nas veias das pernas.
- Ter um histórico familiar de trombose pode aumentar o risco.
- O uso de contraceptivos hormonais, ou terapias de reposição hormonal, pode aumentar a possibilidade de formação de coágulos.
- Durante a gravidez, há um maior risco de trombose devido a mudanças na coagulação do sangue.
- Traumas ou cirurgias, especialmente nas pernas, aumentam o risco.
- O cigarro pode danificar os vasos sanguíneos e aumentar o risco de coágulos.
- Distúrbios da coagulação do sangue e varizes podem aumentar a probabilidade de trombose.
É importante estar ciente desses fatores e, quando possível, tomar medidas preventivas. Qualquer dúvida sobre trombose deve ser esclarecida diretamente com um profissional da saúde habilitado.
Sintomas da trombose
Os sintomas da trombose variam dependendo do tipo e da localização do coágulo. Fique atento a alguns sinais e busque atendimento médico.
Lembre-se que o tratamento precoce pode evitar complicações sérias, como a embolia pulmonar ou um acidente vascular cerebral.
Sintomas que podem indicar TVP – trombose venosa profunda:
- Sensação de dor ou desconforto na perna afetada, que pode ser semelhante a cãibras.
- Aumento do volume da perna ou parte da perna afetada.
- A pele pode apresentar uma coloração avermelhada ou azulada na área afetada.
- Sensação de calor na perna ou na área do coágulo.
- A área afetada pode estar sensível ao toque.
Em casos de trombose arterial, alguns sintomas comuns são:
- Dor súbita e intensa no local afetado (por exemplo, no peito, em caso de infarto).
- Em casos de infarto do miocárdio, pode haver dificuldade para respirar, sensação de falta de ar.
- A pele pode ficar pálida ou azulada.
- Em caso de AVC, a pessoa pode sentir fraqueza súbita ou paralisia em um lado do corpo.
- Pode ocorrer, em caso de AVC, tontura ou confusão, acompanhada de dificuldade para falar ou entender a fala.
Diagnóstico e prevenção da trombose
O diagnóstico e tratamento da trombose são fundamentais para prevenir complicações graves.
Quando há uma suspeita de quadro de trombose, o médico avalia os sintomas e o histórico médico do paciente, além de realizar um exame físico para identificar sinais de trombose.
O exame de escolha para detectar trombose venosa profunda é a ultrassonografia, que utiliza ondas sonoras para visualizar o fluxo sanguíneo nas veias.
Um exame de sangue D-dímero, que mede a presença de fragmentos de fibrina, que podem estar elevados em casos de trombose, pode ser realizado. No entanto, um valor elevado não confirma a trombose, mas um valor normal pode ajudar a excluí-la.
Uma tomografia computadorizada com contraste pode ser utilizada para diagnosticar trombose em locais como pulmões (embolia pulmonar) ou em casos mais complexos.
Embora seja menos comum, uma ressonância magnética pode ser utilizada em situações específicas, como na avaliação de trombose cerebral.
O tratamento para a trombose será definido com base na necessidade de cada paciente. Após os procedimentos iniciais, um acompanhamento regular é importante para monitorar a evolução do paciente e ajustar a terapia conforme necessário.
É vital discutir quaisquer preocupações com um profissional de saúde para garantir uma gestão adequada do risco de trombose.
As opções de tratamento englobam:
- Anticoagulação, onde a heparina pode ser administrada por via intravenosa ou subcutânea para estabilizar o coágulo e prevenir a formação de novos.
- Anticoagulantes orais usando medicamentos como varfarina, dabigatrano ou rivaroxabano para controle a longo prazo após a fase inicial.
- Trombólise – em casos severos, especialmente em tromboses arteriais ou se houver risco imediato de complicações, pode ser utilizado um trombolítico para dissolver rapidamente o coágulo.
- O uso de meias elásticas pode ajudar a reduzir o inchaço e o risco de complicações, especialmente após a TVP.
- Em alguns casos, pode ser necessária uma cirurgia para remover o coágulo (trombectomia) ou para colocar um filtro na veia cava para prevenir a embolia pulmonar.
- A adoção de hábitos saudáveis, como atividade física regular, abandono do tabagismo e controle de peso, é essencial na prevenção e no manejo da trombose.
Prevenção da trombose
Escolhas diárias, de qualidade de vida, podem ajudar bastante a prevenir casos de trombose. A prevenção é essencial, especialmente para pessoas com fatores de risco.
Acompanhe as dicas que ajudam a reduzir a probabilidade de desenvolver trombose:
- Exercícios regulares, como caminhar, nadar ou andar de bicicleta, ajudam a manter a circulação sanguínea.
- Se você estiver sentado ou deitado por muito tempo, como em viagens longas ou após cirurgias, tente se levantar e se mover a cada uma ou duas horas.
- Meias elásticas podem ajudar a melhorar a circulação nas pernas e reduzir o inchaço, especialmente durante viagens longas ou para pessoas com histórico de trombose.
- Manter-se bem hidratado ajuda a manter o fluxo sanguíneo adequado e reduz a viscosidade do sangue.
- A obesidade é um fator de risco para trombose. Uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios contribuem para o controle do peso.
- O tabagismo aumenta o risco de coágulos sanguíneos, pois pode danificar os vasos sanguíneos e afetar a circulação. Parar de fumar é uma das melhores decisões para a saúde cardiovascular.
- Condições como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos devem ser controladas com orientação médica para reduzir o risco de trombose.
- Para pessoas com alto risco de trombose, como aquelas que passaram por cirurgias maiores ou têm condições médicas que afetam a coagulação, o médico pode recomendar o uso de anticoagulantes como profilaxia.
- Conhecer os sinais e sintomas da trombose permite que você reconheça rapidamente qualquer problema e busque ajuda médica imediata.
- Manter consultas regulares com um médico, especialmente se você tem fatores de risco. O acompanhamento adequado pode ajudar na identificação precoce de problemas.
Fontes – Biblioteca Virtual em Saúde; Portal Drauzio Varella; Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular; Veja Saúde; e Tua Saúde.
